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Investimento em FII’s: ainda está valendo a pena?

Investimento em FII’s: ainda está valendo a pena?
Foto: Pixabay

Olá querido leitor/querida leitora! Como você está? Espero que bem. As constantes quedas do mercado de renda variável brasileiro têm levado muito investidores a se questionarem se ainda vale a pena correr riscos, dado o cenário atual de altas de juros. Nessa seara, pessoas que buscam renda constante nos Fundos de Investimento Imobiliário – os FII’s – se deparam com o mesmo questionamento. Buscaremos algumas respostas relacionadas a esse tipo de ativo na coluna de hoje. Todas as minhas colunas anteriores podem ser acessadas nesse link aqui.

Já comentamos em colunas anteriores o que são e como funcionam os FII’s, sendo um veículo muito atrativo para o investidor pessoa física que busca renda mensal. Por essa característica, eles são vistos como um substituto com mais liquidez e maior rentabilidade ao tradicional aluguel que complementa a renda de muitas famílias brasileiras. Por outro lado, justamente por sua maior liquidez, os FII’s negociados em bolsa sofrem o efeito da marcação a mercado, algo natural da renda variável.

Com a recente alta da taxa de Selic – vindo de 2% ao ano no primeiro semestre de 2021 para os atuais 9,25% – a marcação a mercado se encarregou de amassar impiedosamente as cotas dos FII’s. O raciocínio é simples: se existe um ativo com volatilidade mais baixa, maior segurança e maior rentabilidade, como é o caso dos títulos de dívida pós-fixados atrelados à Selic, porque correr o risco de comprar cotas de FII’s que pagam juros mensais menores? Como resultado, uma avalanche de vendas dos fundos imobiliários levou a uma baixa generalizada nos valores de tela desses ativos.

Se fossemos acabar nossa análise por aqui, responderíamos à pergunta título de nossa coluna de hoje com um sonoro não. Entretanto, o leitor mais perspicaz já deve ter sentido falta de um ator fundamental a essa altura: o múltiplo de dividend yield – DY. Esse indicador, resultado da divisão do valor de pagamento pelo valor de tela do ativo, é fundamental para o investidor que busca renda. Seria a equiparação, ainda que aproximada, entre o custo de capital e o custo de carrego de se ter um fundo imobiliário em sua carteira. Como o valor de tela do ativo faz parte da equação, quanto maior a baixa, maior o DY, jogando a favor dos FII’s neste cenário de alta de juros, demonstrado também a tendência do mercado ao equilíbrio.

Outro fator de alívio se deve ao fato que os aluguéis pagos dos inquilinos dos FII’s aos seus proprietários são corrigidos pelos índices inflacionários, que também estão em alta – se você mora de aluguel, deve ter levado um susto com o reajuste anual de 2021, e consegue projetar a mesma situação para os rendimentos dos FII’s. Por fim, nesses tempos de mercados de baixa que parecem sem fim, lembre-se da célebre frase atribuída ao financista londrino Nathan Rotschild: compre ao som dos canhões e venda ao som dos violinos. Comprar na baixa e vender na alta sempre foi, e sempre será, uma estratégia vencedora.

Desejo a você e a sua família um feliz Natal com muitas bênçãos.

Até a próxima semana!

Henrique Costa

Henrique Costa é engenheiro eletricista formado pela UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Atua no setor industrial e de energias renováveis há cerca de 10 anos. Entusiasta do mundo dos investimentos, aprendeu desde cedo que poupar e investir é um dos melhores caminhos para se atingir os objetivos da vida. No Regra dos Terços é autor da coluna “Pra que investir?”

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