POR QUE O BRASILEIRO POUPA TÃO POUCO?

Olá querido leitor/querida leitora!

Tudo bem com você? Na coluna dessa semana, gostaria de trazer uma provocação a qual você já pode ter se deparado no noticiário: por quais razões os brasileiros, na média, poupam pouco? Você sempre poderá conferir minhas colunas anteriores aqui do Regra nesse link aqui.

Não é difícil escutar de parentes ou amigos próximos que o dinheiro anda curto, que as contas não fecham no fim do mês, dentre outras reclamações semelhantes. Cada um de nós, seja por tanto escutar, ou por, de fato, ganhar pouco, já proferiu algo nesse sentido. No entanto, é curioso pensar por que isso é tão comum na sociedade brasileira, mesmo para aqueles que tem renda muito acima da média geral – lembra do caso do vereador de Curitiba que disse que “pagava para trabalhar”, mesmo com um salário de R$ 15 mil?

Pessoalmente, não acredito que exista apenas uma razão que explique esse comportamento, mas uma série delas que culminam no baixo volume de poupança da população em geral. Gostaria de elencar algumas que acredito terem grande parcela de culpa nesse mau hábito:

  • Educação financeira deficiente: falar sobre dinheiro, poupança e investimentos ainda é um tabu entre familiares, amigos, casais, e mesmo nos centros de ensino básico. E quando não se discute determinado assunto, naturalmente são desconhecidas todas as possibilidades que tal conhecimento pode agregar no dia a dia. Felizmente, isso tem mudado com a grande quantidade de informação que os mais variados veículos de comunicação têm nos possibilitado.
  • Histórico inflacionário: o ambiente macroeconômico brasileiro nunca foi muito amigável para os poupadores. Quem tem mais de 50 anos deve se lembrar muito bem do período hiperinflacionário da década de 80. Naquele tempo, guardar dinheiro na carteira ou em casa era a certeza de ver seu poder de compra corroído – as vezes em questão de horas. Por consequência, o correto era gastar as economias em bens de consumo assim que o pagamento caísse. Poupança mesmo, só em moeda forte, como o dólar.
  • Alta carga tributária: é inegável que a carga tributária sobre as costas do pagador de impostos é altíssima – somos tributados no consumo, na renda e na propriedade de nossos bens. O estado brasileiro é um voraz consumidor de recursos, que a cada ano que passa, consome mais e mais do suado dinheiro dos trabalhadores país afora. Para a grande maioria da população, que não possuí auxílio jurídico que permita driblar de forma legal a selva tributária, os altos níveis de impostos minguam qualquer possibilidade de se chegar ao fim do mês com algum nível de poupança.
  • Baixa produtividade da mão de obra: o Brasil é considerado um país cuja renda per capita é baixa, fazendo parte do clube dos países em desenvolvimento. Uma das razões disso é o baixo valor que nossa mão de obra, na média, adiciona aos serviços e produtos que produz. Por consequência, tal mão de obra tem remuneração – ou seja, salários – também baixos, resultando, mais uma vez, em uma baixa capacidade de poupança.
  • Cultura do brasileiro: por todas as razões acima – ou por causa delas, não se pode afirmar com certeza – temos uma cultura que estimula o consumo e a baixa preferência temporal. Poupar e investir ainda é uma excentricidade entre nossos conterrâneos.

E você, já faz parte daqueles que são exceção à regra? O que você pretende fazer para ajudar a mudar essa realidade em nosso país?

Até a próxima semana!

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