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DESBRAVANDO O MUNDO DOS INVESTIMENTOS – PARTE 3: A DIVERSIFICAÇÃO BENÉFICA DOS ETF’S

DESBRAVANDO O MUNDO DOS INVESTIMENTOS – PARTE 3: A DIVERSIFICAÇÃO BENÉFICA DOS ETF’S

Olá querido leitor/querida leitora!

Na coluna de hoje, vamos dar prosseguimento à nossa discussão sobre o mercado de renda variável, onde chegamos em uma das recentes inovações: os ETF’s. Se você perdeu alguma coluna, confira as anteriores aqui.

A fim de ficarmos na mesma página, vamos definir o que é um ETF. A sigla provém da língua inglesa – Exchange Traded Fund –, cuja tradução livre para o português poderia ser “Fundos de Índice”. Tais fundos visam replicar um índice acionário, de renda fixa, temático, dentre inúmeros outros, com metodologia previamente definida por um agente de mercado qualquer.

Peguemos um dos exemplos mais emblemáticos de ETF: o BOVA11. Esse ETF replica o índice Ibovespa, que por sua vez é composto por uma carteira teórica de ativos. O que o ETF faz é comprar essa cesta de ativos, nas proporções definidas pelo índice, “empacotando” todo esse conjunto de ações e permitindo ao investidor estar comprado nesse indicador. Para entender um pouco melhor como é a metodologia do índice, sugiro acessar esse link. E para conhecer quais ações fazem parte atualmente do índice sugiro esse link aqui. Note que o índice, e por consequência o ETF BOVA11, não engloba todas as ações da bolsa, mas sim as mais significativas e de maior liquidez de mercado: ao fim ele é um retrato da B3, mas não representa toda ela de forma completa.

A essa altura, você pode estar se perguntando: qual a vantagem de investir em um ETF, já que posso ter acesso a todas as ações que o compõem no home broker? Divido a resposta em três partes, quais sejam:

  1. benefício da diversificação – ao comprar um ETF, você compra, indiretamente, muitos ativos, o que ajuda a diminuir o risco global da sua carteira;
  2. economia de custos – as operações de compra e venda de ações possuem custos no home broker, e o ETF elimina tais custos, que incorreriam se você optasse por comprar uma a uma as ações do índice; e
  3. comodidade – com uma só operação, você vira acionista de várias empresas, podendo focar seu tempo em outras coisas ou temas do mundo dos investimentos.

Para finalizar, gostaria de mostrar a você alguns outros interessantes ETF’s disponíveis no mercado brasileiro:

  • BOVV11 e BOVB11: são ETF’s similares ao BOVA11, que seguem o índice Ibovespa, porém geridos pelos bancos Itaú e Bradesco, respectivamente – o BOVA11 é gerido pela gigante internacional Blackrock. Possuem custos de administração distintos, com leve vantagem para o BOVB11 – 0,20% ao ano contra 0,30% dos demais;
  • XFIX11: gerido pela XP Asset, esse ETF replica o índice IFIX, o mais representativo da classe dos Fundos de Investimento Imobiliário – FII’s – presentes na B3;
  • IVVB11 e SPXI11: geridos, respectivamente, pela Blackrock e Itaú, replicam o índice S&P500, o qual lista as 500 maiores empresas presentes na bolsa de valores de Nova Iorque e NASDAQ;
  • SMALL11: replica o índice Small Cap da B3, que engloba as 100 maiores ações de baixo volume de negociação – conhecidas justamente pelo apelido de Small Caps;
  • IMAB11: acompanha o índice IMA-B da Anbima, que por sua vez é composto por uma cesta de títulos tipo Tesouro IPCA+ do Tesouro Nacional;

Na semana que vem, fecharemos a parte de renda variável com um tema complexo, mas instigante ao mesmo tempo: os derivativos.

Até lá!

Henrique Costa

Henrique Costa é engenheiro eletricista formado pela UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Atua no setor industrial e de energias renováveis há cerca de 10 anos. Entusiasta do mundo dos investimentos, aprendeu desde cedo que poupar e investir é um dos melhores caminhos para se atingir os objetivos da vida. No Regra dos Terços é autor da coluna “Pra que investir?”

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