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INVESTIR NO EXTERIOR É UM “NEGÓCIO DA CHINA”?

INVESTIR NO EXTERIOR É UM “NEGÓCIO DA CHINA”?

Olá querido leitor/querida leitora! Tudo bem com você? Espero que sim. Em nossa última coluna – que você pode reler aqui – comentamos que um dos veículos para se proteger da instabilidade política que afeta os seus investimentos é ter parcela do seu capital em ativos e moedas estrangeiras. Mas será que lá fora existe mesmo um mundo cor de rosa, sem volatilidade e com altos retornos? É sobre esse ponto que iremos discorrer hoje. Você sempre poderá conferir meus escritos anteriores nesse link aqui.

Antecipando a conclusão: não, investimentos atrelados a outras geografias podem sofrer o mesmo – ou até mais – se comparados àqueles presentes em terras tupiniquins. Peguemos o recente caso do setor de educação privada na China. Em recente comunicado – que de certa forma não surpreendeu os economistas que cobrem as notícias do país – autoridades chinesas tiraram o incentivo de crescimento das empresas do setor, ao proibir fins lucrativos de suas atividades. Ações como a do grupo TAL Education e da New Oriental Education and Technology chegaram a despencar mais de 71%. Voltando um pouco no tempo, tivemos também o caso do desparecimento do fundador do Grupo Alibaba, Jack Ma, que envolveu rumores de sua relação pouco amistosa para com membros do partido comunista chinês. O episódio foi o bastante para frear o IPO do braço financeiro do grupo, o Ant Group.

Já em terras ocidentais, também há não muito tempo, tivemos o vai e vem das bolsas americanas quando do embate eleitoral entre o ex-presidente Donald Trump e o atual ocupante da Casa Branca, Joe Biden. Os índices americanos ora subiam quando as pesquisas indicavam a possível vitória do candidato democrata, e, de forma surpreendente, também despontavam para cima em outros momentos com as intenções favoráveis ao republicano. Como se tivesse uma personalidade bipolar, o mercado escolhia a narrativa que melhor justificava suas altas; de um lado, as políticas econômicas estimulativas de Biden, e do outro, os menores níveis de impostos e intervenções prometidas por Trump.

Poderíamos continuar a lista com muitos outros cases que causaram verdadeiras – com o perdão do trocadilho – montanhas-russas nos mercados externos: bolha ponto com dos anos 2000, o efeito Tequila do peso mexicano em 1994, a crise financeira da Islândia em 2008… A lista é infindável. Entretanto, a lição que fica é a seguinte: mesmo para sua parcela de investimentos no exterior, diversificação continua sendo a palavra imperativa. Apostar todas suas fichas em empresas da Europa, o setor de tecnologia do Vale do Silício, ou quem sabe bonds de apenas países emergentes pode ser a receita para um transtorno justamente na parcela de seu capital que deveria estar descorrelacionado com os casuísmos da economia brasileira.

Até a próxima semana!

Henrique Costa

Henrique Costa é engenheiro eletricista formado pela UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Atua no setor industrial e de energias renováveis há cerca de 10 anos. Entusiasta do mundo dos investimentos, aprendeu desde cedo que poupar e investir é um dos melhores caminhos para se atingir os objetivos da vida. No Regra dos Terços é autor da coluna “Pra que investir?”

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