DR. JAIRINHO É INDICIADO POR TORTURAR HENRY BOREL AOS 3 ANOS

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou nesta terça-feira (1) que a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) concluiu o segundo inquérito contra o vereador Dr. Jairinho (Jairo Souza Santos Júnior), por torturar Henry Borel dos Santos, que tinha 3 anos de idade à época das torturas. Por sua vez, a mãe da criança, Monique Medeiros, que tinha um relacionamento com o acusado, foi indiciada por omissão e tortura imprópria. Os dois irão responder também por falsidade ideológica, devido ao depoimento falso que foi prestado no hospital.

A investigação, que durou menos de dois meses, comprovou a tortura com base no boletim de atendimento médico, em documentos e depoimentos de testemunhas. Henry, segundo relatos, sofreu sufocamento com saco na cabeça, pisões no abdômen e uma fratura grave de fêmur ao tentar fugir do agressor, saindo do carro. 

dr jairinho
Foto: Renan Olaz/Câmara Municipal do Rio de Janeiro

Além disso, a vítima tinha hematomas na bochecha e assaduras nos glúteos, comprovando outras agressões que foram sofridas no mesmo dia. Nos documentos analisados, uma psicóloga do hospital em que a criança foi atendida relata que ele chorava e não queria entrar no carro em que se machucou. O casal teria alegado que as lesões foram causadas por causa de um acidente automobilístico, falsificando as informações de um documento público.

Monique Medeiros continuou vivendo em um imóvel que pertencia a Jairinho e não denunciou as agressões do companheiro causadas ao filho, além de permitir que a criança saísse sozinha com o agressor em outra ocasião. Há outros inquéritos sendo investigados sobre Dr. Jairinho pela DCAV.

O caso

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou o vereador Dr. Jairinho e sua então companheira, Monique Medeiros, no dia 6 de maio pela morte de Henry Borel dos Santos, filho de Monique. 

O casal foi acusado de homicídio triplamente qualificado, tortura, fraude processual e coação no curso do processo. Henry morreu no dia 8 de março, após diversas agressões. O vereador foi expulso do partido Solidariedade após sua prisão e atualmente passa por um processo de cassação do mandato na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro.

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