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Joelho roxo relembra histórias da época da escola

Joelho roxo relembra histórias da época da escola
Foto: Pixabay

“Sempre fui uma aluna boa, sempre tirei notas boas. Mas eu odiava os CDF’s da sala”, brinca Aline Brandalise no episódio semanal intitulado Boas Alunas, que relembrou os tempos da escola, no Podcast Joelho Roxo. 

Já Kelli Kadanus conta que sempre se dedicou muito na escola para tirar as melhores notas e que não aceitava muito bem quando tirava menos de 10 nas provas. “Teve uma vez inclusive que eu infernizei um professor de matemática […] no ensino médio, porque eu tirei 10 no primeiro bimestre, 10 no segundo bimestre e 10 no terceiro bimestre. E no quarto bimestre eu tirei 98 em uma prova. Eu falei: ‘não vou aceitar isso, preciso fazer recuperação”, relembra.

Na época, o professor até aceitou que ela fizesse a recuperação para aumentar a nota, mas com a condição que se caso ela não tirasse 10 na prova, iria com nota 7 no boletim. Ela fez a prova e tirou 10 e foi com a nota máxima no boletim. “Eu me cobrava muito de tirar notas boas e quando eu não tirava eu ficava muito decepcionada” desabafou. 

Aline conta que não era aquelas pessoas que passava dias e horas estudando para uma prova, mas que gostava de tirar notas boas e fazia questão de mostrar para as pessoas que ela conseguia. “Eu era aquela que tirava nota boa só para ter o prazer de falar para os CDF’s: ‘quanto você tirou?’. O meu prazer era não estudar igual os CDF’s e tirar nota maior que eles. Porque eu era naturalmente inteligente, não precisava do esforço que eles tinham”, explica aos risos.

Ainda, as duas citam que além de gostarem de tirar notas altas, também gostavam de ensinar os colegas de classe. Aline afirma que ensinar a ajudava a aprender mais sobre os assuntos e Kelli concorda. 

E diferente do que muita gente pressupõe, as duas que hoje são jornalistas revelam que iam muito bem em matemática, que não tinham preferência por exatas ou humanas. “Existe esse estigma que jornalista não ia bem nas exatas, mas eu arrasava em matemática. Eu fiquei em primeiro lugar na olimpíada de matemática da cidade”, diz Aline.

Kelli ainda menciona que ela também ia muito na matéria e conclui dizendo “eu tirei 10,10,10,10”.

Questionada sobre as histórias das vezes que foi parar na diretoria da escola, Kelli conta que uma vez, ela e mais duas amigas tinham um caderno especialmente para mandar bilhetinhos na sala de aula. “A gente comprou um caderninho pequeno e verde neon para gente disfarçar e escrever nossos bilhetinhos […] E a gente ia passando pra cima e para baixo nosso caderninho verde neon”.

Um dia o caderno sumiu e elas descobriram que um menino tinha pegado e lido tudo o que elas escreviam. “A gente falava mal de todo mundo no tal do caderninho […] O cidadão pegou o caderninho, leu o caderninho e aí foi passando para todos os citados”. E ela relembra que a história foi parar na diretoria da escola e ela e as amigas só não foram suspensas porque eram CDF’s.

Saudades de uma prova de geografia? Aline Brandalise e Kelli Kadanus falam sobre os tempos da escola neste episódio de Joelho Roxo.

Aline conta que as vezes que foi parar na diretoria foram momentos engraçados e bizarros, em uma das vezes ela estava na 6º série e era aniversário de uma das melhores amigas dela. E ela e mais uma colega resolveram fazer uma pegadinha com a aniversariante e montar uma boneca rockeira para assustá-la.

“Eu e minha outra amiga pegamos uma boneca da irmã dela, que estava toda estragada já, e tiramos o olho da boneca, colocamos um tecido. Colocamos uma roupinha rock’n roll, amarramos umas cordinhas […] fizemos uma boneca do horror”.

Porém um menino que era meio gótico viu a boneca, gostou muito do brinquedo e começou a andar pela escola com ela. E chegou a levar na diretoria do colégio falando: olha minha boneca. 

Uma das funcionárias da escola ficou chocada com a boneca, achando que era um vodu e chamou as meninas na diretoria. “Eu tentava explicar para ela, e ela dizia: ‘isso é um vodu’. Ela chamava o Juca de vodu, e eu falava ‘não, isso é um presente de aniversário”.

Aline explica que a ideia era uma brincadeira, era fazer uma boneca do horror, para assustar a amiga dela, mas que deu tudo errado e a funcionária provavelmente colocou fogo no brinquedo. 

“Eu fui parar [na diretoria] por droga, por vodu e depois por beijo na boca, ou seja droga, bruxaria e amor, os motivos pelos quais eu fui parar na diretoria”, brinca Aline.

No quadro final, “Evite hematomas”, que as apresentadoras trazem um conselho improvisado com três palavras aleatórias ditas durante o episódio, Kelli aconselhou: “O Ministério da Saúde adverte se você for CDF tenha um caderninho para evitar tirar 98 nas provas”.  

Rafaela Moreira

Jornalista, repórter do Regra dos Terços e diretora de programas de televisão na TV Band e na Rede Super.

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