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Justiça italiana dará sentença de Robinho sobre caso de estupro ainda hoje

Justiça italiana dará sentença de Robinho sobre caso de estupro ainda hoje
Foto: Divulgação

A Corte de Cassação de Roma vai anunciar nesta quarta-feira (19) a sentença do atacante Robinho no caso em que ele é acusado de estupro. A Corte é o equivalente na Itália ao Supremo Tribunal Federal (STF) e julgou o jogador e seu amigo, Ricardo Falco. Os dois foram condenados em instâncias superiores a nove anos de prisão por violência sexual de grupo contra uma mulher. O caso ocorreu em 2013.

Robinho e Falco terão seus recursos julgados por cinco juízes da Corte de Cassação de Roma, quatro homens e uma mulher. Um dos advogados de Robinho, Franco Moretti, alegou no julgamento do recurso que a relação entre a mulher e Robinho foi consensual. Ele usou como argumentos em sua sustentação pontos sobre a conduta da vítima e citou um dossiê da vida privada da mulher. O presidente da audiência na Corte de Cassação, Luca Ramacci, chamou a atenção do advogado. A vítima, uma mulher de 32 anos, acompanhou a audiência.

A vítima alega que foi embriagada e abusada sexualmente por seis homens enquanto estava inconsciente, em 2013. Robinho está entre os acusados e já foi condenado em primeira e segunda instância. Em 2020, vieram a público interceptações telefônicas realizadas contra Robinho e autorizadas pela Justiça italiana. As transcrições comprovam que houve violência sexual. “A mulher estava completamente bêbada”, disse Robinho em uma das conversas gravadas.

Mesmo que seja condenado, é muito improvável que o jogador seja preso. Isso porque ele não está na Itália e a Constituição proíbe a extradição de brasileiros. Assim, Robinho só deve ser preso se sair do Brasil (não necessariamente para ir à Itália).

A Corte de Cassação também pode confirmar o valor da indenização de 60 mil euros (cerca de R$ 379 mil) à vítima. Caso isso aconteça, ela terá que ingressar com uma ação civil no Judiciário brasileiro para receber o dinheiro.

Kelli Kadanus

Kelli Kadanus, jornalista, cronista, tia coruja. Escrevo para tentar me entender e entender o mundo. É assim desde que aprendi a juntar sílabas. Sonho em mudar o mundo e as palavras são minha única arma disponível.

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