LGBTQIA+ NOS QUADRINHOS: EPISÓDIO 02 – ESTRELA POLAR

Olá querides leitores e leitoras, continuando com a nossa saga de falarmos sobre a representatividade LGBTQIA+ nos quadrinhos, hoje iremos conhecer o Estrela Polar. Vamos lá?

Em 1992, o mutante Estrela Polar se tornou um dos super-heróis que sensibilizou o público para a temática LGBTQIA+. Jean -Paul Beaubier ficou marcado na história da Marvel como o primeiro super-herói gay assumido da editora.

Sua homossexualidade era algo há muito tempo planejado pelos seus criadores, porém os códigos de moral da época não permitiam nada mais que suposições deixadas em aberto sobre sua sexualidade. Nos anos de 1980, com a epidemia de AIDS, existia um clima de ansiedade generalizado em relação à doença e a criminosa ligação à comunidade LGBTQAI+, por isso era muito difícil emplacar um assunto que naquela época era considerado sinônimo de doença.

Imagem: HQ Estrela Polar

Na revista HQ Alpha Flight Vol. 1 #196, Jean-Paul descobre uma bebê abandonada que tinha nascido com AIDS. O mutante adota a menina e dá a ela o nome de Joanne. Infelizmente, a bebê falece após algumas semanas e Estrela Polar fica profundamente afetado com esta tragédia. Simultaneamente, Major Plátano, outro super-herói canadense da Tropa Alfa, entra em uma espiral de raiva e depressão com a morte do seu filho também infectado com AIDS.

Estrela Polar decidiu se assumir publicamente como gay com a esperança de chamar a atenção de todos para os direitos LGBT e para a prevenção da AIDS.

Foi no ano de 2012, que Jean-Paul Beaubier casou com Kyle Jinadu, seu namorado de longa data. Na representação da cerimônia estiveram presentes vários super-heróis, entre eles uma mutante que teve duas mães: Vampira. Durante o casamento de Estrela Polar, vampira diz que não consegue deixar de pensar se suas mães teriam gostado de se casar, em uma referência a Mística e Sina.

É preciso que a gente ressalte a importância da representatividade em todos os lugares, fica cansativo e repetitivo falar sobre isso, mas precisamos ter voz ativa em todos os âmbitos da sociedade.

Hoje saiu uma notícia no Correio Braziliense, de que a justiça havia tornado réus 11 pessoas que foram denunciadas pelo crime de homofobia, após comentários ofensivos em relação à um beijo de dois casais homoafetivos em uma cerimônia de formatura da PM. Portanto estejamos preparados para lidar com as várias lutas que ainda teremos que travar, mas que saibamos a importância de sermos vistos, lembrados e acima de tudo respeitados.

Até mais!

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