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Liquidez: uma característica fundamental para a sua carteira

Liquidez: uma característica fundamental para a sua carteira

Olá querido leitor/querida leitora! Por incrível que pareça, chegamos a coluna de número 50 do “Pra que investir?”. Muito tempo se passou desde nosso primeiro contato no começo de 2021, quando recebi o convite da minha amiga Kelli Kadanus para contribuir aqui no Regra com um pouquinho de conhecimento financeiro. À você que embarcou comigo nessa jornada investidora, seja no ano passado, seja mais recentemente, o meu muito obrigado. Na coluna de hoje, falaremos sobre uma característica imprescindível que todo o investidor deve ter em mente: liquidez. Todas as minhas colunas anteriores podem ser acessadas nesse link aqui.

                O conceito de liquidez é algo muito simples de se entender, e se refere à rapidez com que um bem ou ativo de investimento possa se transformar em dinheiro vivo ou caixa. Peguemos, por exemplo, uma nota de 10 reais: notas de dinheiro são os ativos mais líquidos que existem, já que não precisam passar por nenhum processo intermediário até virar caixa – a nota está ali, dentro da sua carteira, com acesso imediato. Em contrapartida, um imóvel ou um carro são ativos com liquidez mais baixa, que podem demorar meses – ou até anos – para se transformem em dinheiro vivo após a venda.

Para os investimentos de renda variável, renda fixa e fundos de investimento, o conceito é similar. De um modo geral, títulos de renda fixa pós-fixados e ativos negociados na bolsa de valores possuem alta liquidez, ao passo que títulos de renda fixa pré-fixados e indexados são mais ilíquidos, se levados até o vencimento. Fundos de investimento podem mesclar ambas as características: existem fundos com liquidez imediata – os chamados D+0 – até mesmo fundos que só possuem resgate 1 vez ao ano.

O leitor mais perspicaz pode ter percebido que, se um ativo possui menor liquidez, ele deve possuir alguma vantagem em relação àqueles com maior liquidez, a fim de compensar a limitação de se transformar em dinheiro vivo a qualquer tempo. A essa vantagem damos o nome de prêmio de liquidez, ou seja, quanto mais ilíquido um ativo, maior sua rentabilidade se comparado a um ativo idêntico, porém com maior liquidez. Peguemos o caso dos títulos públicos atrelados à inflação à venda no site do Tesouro Direto. Acessando, você poderá perceber que títulos de duração mais longa têm, via de regra, taxas de rentabilidade maior do que títulos mais curto. Isso se deve justamente ao prêmio de liquidez: quanto mais tempo eu deva ficar com um título, maior o risco a se enfrentar o cenário macroeconômico brasileiro, e, portanto, maior deve ser o retorno exigido pelo investidor.

E aí, quais outros exemplos lhe veem em mente quando se relaciona a liquidez com sua carteira de investimentos? Conta para mim!

Até a próxima semana!

Henrique Costa

Henrique Costa é engenheiro eletricista formado pela UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Atua no setor industrial e de energias renováveis há cerca de 10 anos. Entusiasta do mundo dos investimentos, aprendeu desde cedo que poupar e investir é um dos melhores caminhos para se atingir os objetivos da vida. No Regra dos Terços é autor da coluna “Pra que investir?”

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