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LIRA GARANTE RESPEITO À CONSTITUIÇÃO E PEDE QUE TODOS “VOLTEM AO TRABALHO”

LIRA GARANTE RESPEITO À CONSTITUIÇÃO E PEDE QUE TODOS “VOLTEM AO TRABALHO”
Reunião de líderes. Presidente da Câmara, dep. Arthur Lira (PP - AL)

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), fez um pronunciamento nesta quarta-feira (8) após os protestos antidemocráticos favoráveis ao governo de Jair Bolsonaro (sem partido) desta terça-feira (7). Lira garantiu o respeito à Constituição, a realização das eleições e pediu que todos os poderes “voltem ao trabalho”.

O presidente da Câmara justificou o motivo da demora em se pronunciar a respeito dos atos golpistas do dia anterior. “Não vejo como possamos ter ainda mais espaço para radicalismos e excessos. Esperei até agora para me pronunciar porque não queria ser contaminado pelo calor de um ambiente já por demais aquecido. Não esqueço um minuto que presido o poder mais transparente e democrático”, iniciou sua fala.

Reunião de líderes. Presidente da Câmara, dep. Arthur Lira (PP – AL)

Lira continuou seu discurso afirmando que a Câmara tem compromisso com um Brasil, que está sofrendo com a pandemia, desemprego e a falta de oportunidades. Ainda afirmou que não pode admitir questionamentos sobre decisões já tomadas, como a questão do voto impresso, e afirmou que defende a livre expressão, com a liberdade de punir internamente aqueles que tiverem “cruzado a linha”.

Sobre as desavenças entre os três poderes, Lira assumiu uma postura de pacificador. “Conversarei com todos e todos os poderes. É hora de dar um basta nesta escalada em um infinito looping negativo. Bravatas em redes sociais, vídeos e um eterno palanque deixaram de ser um elemento virtual, e passaram a impactar o dia a dia do Brasil de verdade”, afirmou.

O presidente da Câmara ainda citou a gasolina que atingiu R$7 em alguns lugares do país e a alta do dólar. Apesar disso, afirmou que a crise está sendo supervalorizada nas redes sociais. Lira insistiu que a Câmara está aberta para conversas e negociações para “serenar” o ambiente de conflito que se instala atualmente. Segundo ele, a Câmara “se apresenta como motor de pacificação” e afirmou que “na discórdia todos perdem”.

O presidente ainda enfatizou que a Constituição jamais será rasgada e que o único compromisso inadiável e inquestionável é a eleição do dia 3 de outubro de 2022.

Bolsonaro discursa para apoiadores nesta terça-feira

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) discursou nesta terça-feira (7) na manifestação com pautas antidemocráticas na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Os manifestantes pediam o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF) e a volta da ditadura. Em seu discurso, o presidente ameaçou o STF. “Ou o chefe desse poder enquadra o seu, ou esse poder pode sofrer aquilo que nós não queremos”, disse Bolsonaro, em alusão ao presidente do Supremo, Luiz Fux, e o ministro Alexandre de Moraes.

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Eline Carrano

Jornalista por profissão, cronista por opção e neta coruja. Escrevo porque preciso justificar as ansiedades que o tarja-preta não dá conta.

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