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League of Legends lança Arcane, o que isso tem a ver com a gente?

League of Legends lança Arcane, o que isso tem a ver com a gente?
Foto: Divulgação

Olá querides companheiros e companheiras! Você já deve ter ouvido falar em League of Legends, mais conhecido como LOL, um jogo que tem tido destaque no mundo dos games há bons anos. Criado pela Riot Games em 2009, LOL é um jogo eletrônico online gratuito do gênero batalha multijogador. O game ficou tão famoso ao redor do mundo que em 2012 foi o jogo para computador mais jogado da Europa e América do Norte em termos de horas jogadas.

A febre foi tão grande que os criadores criaram uma competição regional onde os melhores competem em um torneio de nível mundial que ocorre anualmente. Em 2013, o prêmio do torneio foi de US$1 milhão e teve 32 milhões de espectadores online. Os cenários, personagens e campos de batalha foram sendo aprimorados e diversificados para melhorar a jogabilidade, oferecer mais opções de batalha, acrescentar personagens cada vez mais atraentes e assim conquistar mais jogadores pelo mundo.

Tá, mas o que isso tem a ver com a nossa pauta e nossas lutas? Aí é que tá! Sabemos que o mundo dos games, assim como o mundo dos esportes, em geral nunca foi um campo aberto para a diversidade de gênero e sexualidade. O universo de tecnologia sempre foi mais voltado para meninos e heterossexuais. Com isso, a limitação de acesso à esse tipo de entretenimento ficou problemática para as grandes empresas criadoras de jogos de sucesso.

Com a abertura dessa pauta, em 2017 um dos diretores de designers da Riot Games, Greg Street, revelou em entrevista para a Polygon a possibilidade da criação de personagens abertamente LGBTQ’s nas plataformas de games multiplayers.

“Nós devemos aos jogadores, e, eu acho, ao mundo fazer algo assim,” disse Street, revelando também a necessidade de criar de forma mais natural e simples para que tudo não parecesse forçado. Se em 2017 já se falava sobre essa possibilidade, hoje em 2021 parece que podemos contar com algo mais concreto e real dentro das criações desses personagens de jogo.

Recentemente a Riot Games revelou o lançamento de uma série animada sobre o jogo mais famoso da sua plataforma, Arcane. Arcane é uma série do mundo de League of Legends transmitida por ninguém mais, ninguém menos que a Netflix.

Os três primeiros episódios foram lançados no dia 06 de novembro e os demais atos nos dias 13 e 20 deste mês. Com a visibilidade deste tipo de série baseada em jogos veio a então criação de personagens que pudessem trazer as características não heteronormativas tão “sonhadas” pelo público LGBTQIAP+. Nesta era de séries baseadas em jogos, a Riot Games finalmente trouxe o debate para a mesa e usuários das multiplataformas já debatem sobre a sexualidade de seus personagens e sobre as suas relações com outros personagens da mesma saga.

VI, a defensora de Piltover

VI, é o personagem que está ganhando os corações dos jogadores na série da Netflix. A história dela gira entorno de rebeldia e envolvimento com gangues na cidade. Vinda de um orfanato e com nenhuma informação sobre seus pais, ela reúne as características de uma adolescente que luta pelas ruas de Piltover com astúcia para sobreviver. Com seu cabelo rosa vibrante, a garota se tornou uma presença única nas ruas de Zaun sempre envolvida em confusão que ela mesma procurara.

Ninguém sabe ao certo como ela chegou a ter tamanha personalidade e recentemente conta a história que ela vá se aliar a pessoas de caráter suspeito, e tudo isso por conta de uma também menina zaunita de cabelos azuis.

Arcane é a primeira menção que os fãs de League of Legends já tiveram do nome verdadeiro de Vi – Violet. Também confirma que ela sabe lutar bem sem suas manoplas – algo que os espectadores de Arcane podem esperar ver conforme a série progride. As expectativas e alguns trailers dos primeiros atos da série mostram que não somente a personagem determina muita personalidade, mas também como se envolverá com outra personagem do mesmo sexo e isso deixou os fãs da Liga em êxtase desde então.

O sucesso entorno desta personagem dentro do universo LGBTQIAP+, também foi explosivo graças à atriz que faz a voz original do personagem na série, a cantora Hailee Steinfield, protagonista da série Dickinson que levou os seus fãs para a plataforma de streaming para assistir então o desenvolvimento de Violet em Arcane. Dona de muitos fãs pelo mundo, a cantora e atriz, tem tido nos últimos anos uma visibilidade importante no mundo LGBT, não só interpretando personagens lésbicas, mas também sendo ativista em vários de seus trabalhos.

Atualmente ela está no centro das atenções e ganhando prêmios pela última temporada de Dickinson, produzida pela Apple TV e também na série da Marvel – Gavião Arqueiro- onde fará Kate Bishop ao lado de Clint Barton. Com isso, a atriz acabou chamando atenção para o mundo dos games com sua personagem e abrindo um leque de perguntas que farão com que os espectadores assistam à série na espera de que concretize a representatividade que a Riot Games mencionou em 2017.

Nesta coluna, falamos sempre sobre representatividade, visibilidade e oportunidades, é por isso que é de extrema importância que o mundo LGBTQIA+ esteja em todas as vertentes. Nós precisamos falar sobre essas possibilidades e sobre nos vermos em todos os âmbitos. Por isso, quando surge uma chance de sermos representados, seja em um jogo, numa série, ou num filme, abriremos espaço para debater o assunto! Até mais!

Jhey Borges

Jenifer Borges, publicitária, colunista e ativista das causas das mulheres, negros, jovens e LGBTQIA+, escrever é um ato político desde que suas palavras sejam condizentes com igualdade social e sua própria índole

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