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Ludmilla estreia em filme com beijo lésbico em Thaila Ayala

Ludmilla estreia em filme com beijo lésbico em Thaila Ayala

Olá querides companheiros e companheiras! Que papo é esse que a cantora Ludmilla está atuando em filme? Isso mesmo, estreia na Amazon Prime nesta quinta-feira (11) o filme brasileiro chamado “Moscow”, que traz uma cena de beijo lésbico entre Thaila Ayala e Ludmilla.

Com direção do diretor de clipes, Mess Santos, o longa conta a história de uma mulher forte e cheia de personalidade protagonizada por Thaila Ayala, a Val. Ela vive numa cidade turbulenta e assolada por gangues. Num contexto considerado atemporal e mantendo um visual marcante, o filme se passa na maior parte em um clube noturno de jazz, onde a personagem Val trabalha, relata a sinopse do filme.

A atuação de Ludmilla foi o destaque nas palavras do diretor Mess Santos em entrevista ao portal Popline. “Ludmilla foi perfeita em vários aspectos, por sua história, luta e pelo multi-talento em flertar na esfera da atuação. Lembro que, no set, passamos o texto apenas uma vez e ela não errou absolutamente nada. Isso fez fluir tudo mais fácil”, disse ele.

A cantora famosa por diversos hits no cenário do funk brasileiro, assumiu um relacionamento homossexual com a dançarina Brunna Gonçalves e está casada com a mesma desde meados de 2019. “O que mais me incomodava e me dava vergonha era assumir minha sexualidade para minha mãe, mas consegui me abrir e contar sobre quem eu amava e ela reagiu super bem, foi minha amiga, me apoiou e depois disso fiquei mais leve”, contou a artista no Twitter em agosto de 2020.

Com esta abertura, várias pessoas LGBTQIAP+ se sentiram representadas pelas causas da cantora e contaram suas histórias de vida com relação a sexualidade e de como estar “dentro do armário” faz com que deixemos de existir de alguma forma. Desde então a artista se tornou referência no cenário LGBTQIAP+ como alguém que está sempre nos holofotes e se posiciona a favor da causa.

Aos 17 anos, Ludmilla deu o primeiro beijo em uma pessoa do mesmo sexo. Na época, ela estava acompanhada pelo namorado em uma festa e, ao ficar sozinha no ambiente, uma menina se aproximou pedindo um beijo. A cantora contou que achou estranho, mas acabou aceitando e, tempos depois, foi com ela que Ludmilla perdeu a virgindade com mulher.

Além de toda a contextualização dos artistas e da protagonista, o filme foi rodado em tempo recorde em São Paulo após ser flexibilizada a quarentena na cidade. Com distanciamento social e pouquíssimas pessoas no set, parte dos figurantes do longa eram manequins super realistas para compor os cenários do filme.

Os diversos personagens da trama são considerados marcantes pelo diretor, que caracteriza a trama com diálogos únicos, muita ação e um roteiro nada previsível. A trilha sonora original fica a cargo do DJ FTampa.

É mais uma oportunidade que temos de falar sobre as representatividades em que eu bato tanto na tecla por aqui. É muito comum que estejamos sendo vistos por aí em filmes de longa metragem e de curta também em níveis de protagonismo e visibilidade real e isso só ocorre porque a abertura desses espaços tem sido feita ao longo de décadas de “gritos” e desabafos por um lugar nas grandes produções nacionais e internacionais.

Uma mulher, preta, da favela, LGBT estar neste lugar de destaque, representa muitas outras pautas importantes da nossa sociedade como um todo. Que várias Ludmillas, sejam vistas e sejam bem vistas e comentadas no mundo todo, é por isso que lutamos!

Jhey Borges

Jenifer Borges, publicitária, colunista e ativista das causas das mulheres, negros, jovens e LGBTQIA+, escrever é um ato político desde que suas palavras sejam condizentes com igualdade social e sua própria índole

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