SE ELEIÇÃO FOSSE HOJE, LULA VENCERIA NO PRIMEIRO TURNO

Uma pesquisa feita pelo Ipec e divulgada nesta sexta-feira (25) mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 49% das intenções de voto para as eleições de 2022. Descontando os votos brancos e nulos, se a eleição fosse hoje, o petista venceria a disputa no primeiro turno. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem 23% das intenções de voto, segundo o levantamento.

O levantamento mostra que a eleição tende a ser polarizada entre Lula e Bolsonaro. Outros candidatos aparecem com menos de 10% das intenções de voto, segundo a pesquisa.

Ciro Gomes (PDT) tem 7%, João Doria (PSDB) tem 5%, Luiz Henrique Mandetta (DEM) tem 3%. Brancos e nulos representam 10% e outros 3% disseram não saber em quem votariam ou não quiseram responder.

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Possível nome para a disputa de 2022, o apresentador Luciano Huck anunciou recentemente que desistiu de concorrer.

O levantamento do Ipec foi feito entre 17 e 21 de junho e ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios. A margem de erro é de 2 pontos para mais e para menos. O nível de confiança é de 95%.

O levantamento também mostra que, enquanto a rejeição ao nome de Lula caiu, a rejeição a Bolsonaro como opção para 2022 subiu em relação à última pesquisa, feita em fevereiro.

Em fevereiro, 50% dos eleitores diziam que votariam em Lula com certeza ou que poderiam votar no petista. Na pesquisa desta sexta-feira (25), são 61%. A rejeição a Lula caiu em relação a fevereiro, quando 44% dos eleitores diziam que não votariam nele de jeito nenhum. Hoje, esse percentual é de 36%.

Já Bolsonaro fez o caminho inverso. Em fevereiro, 38% dos eleitores diziam que poderiam votar ou votariam com certeza no presidente em 2022 e 56% disseram que não votariam nele de jeito nenhum. A nova pesquisa mostra que agora apenas 33% votaria em Bolsonaro e 62% não votaria no presidente de jeito nenhum.

Nesta quinta-feira (24), o Ipec divulgou uma pesquisa de aprovação do governo Bolsonaro. A aprovação caiu de 28%, em fevereiro, para 23%, em junho. Já a desaprovação subiu de 39% para 50% no mesmo período.

A pesquisa também procurou saber a opinião dos eleitores sobre a forma de governar do presidente. Neste caso, 66% dos entrevistados disse reprovar a forma de governar do presidente, 30% disseram aprovar e 4% não souberam ou não quiseram responder.

Ainda segundo a pesquisa Ipec, 68% dos entrevistados não confia em Bolsonaro. Os que disseram confiar no presidente representam 30%. Outros 2% não sabem ou não quiseram responder.

Bolsonaro está cada vez mais pressionado pelo agravamento da pandemia de coronavírus, pelo atraso na vacina e pelos trabalhos da CPI da Pandemia no Senado.

Nesta quarta-feira (23), o senador e vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), revelou que as investigações da comissão mostraram indícios de corrupção do governo federal na compra da Covaxin, o imunizante indiano produzido pela farmacêutica Bharat Biotech. O superfaturamento dos imunizantes chega a 1.000%. 

“O Governo não deixou ‘somente’ de comprar a vacina em dezembro, mas escolheu comprar vacina superfaturada antes da autorização da Anvisa. Gastamos 10x mais e perdemos ainda mais vidas! Estamos indo rapidamente de omissão à ação em favor da morte!”, disse o senador em publicação no Twitter.

Integrantes da CPI receberam informações de que o presidente teria sido alertado pessoalmente sobre irregularidades na compra da vacina Covaxin.

Segundo o relato que chegou à CPI, esse aviso foi feito pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), irmão do chefe do Departamento de Logística em Saúde do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda. O deputado ainda denunciou à CPI a pressão da pasta para favorecimento da Precisa Medicamentos, representante da desenvolvedora da vacina, Barath Biontech, no Brasil.

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