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Lula tem campanha fortalecida com adesão de líderes da REDE e relatório da ONU

Lula tem campanha fortalecida com adesão de líderes da REDE e relatório da ONU
Encontro de Lula com líderes partidários da REDE (Foto: Ricardo Stuckert)

O Partido dos Trabalhadores (PT) chega a esta sexta-feira (29) com sentimento de força para a campanha eleitoral de 2022. Com apoio que vinha sendo tido como incerto, a REDE SUSTENTABILIDADE começa a se mostrar majoritariamente favorável ao ex-presidente Lula (PT), que se reuniu com líderes partidários da sigla de Marina Silva.

Apesar do grupo ter demonstrado apoio à Lula ainda no primeiro turno, a REDE ainda não oficializou a federação partidária e segue afirmando que liberará os membros para apoiarem os nomes que preferirem. Mas, no encontro, Lula posou para fotos com líderes do partido, banners com o rosto de Lula e a frase “REDE com Lula” estavam expostos.

A ausência da fundadora da agremiação e ex-ministra do Meio Ambiente do governo petista foi sentida por Lula. “Eu, na verdade, esperava que a Marina estivesse aqui, porque a minha relação com a Marina é muito antiga, muito grande. Eu, às vezes, não sei por que ela demonstra momentos de raiva”, disse o ex-presidente.

Em seu discurso, o senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) ressaltou a importância de uma união nacional para derrotar o atraso e reconstruir o Brasil a partir das eleições de outubro.

“Temos um outro Brasil a ser construído. Sua candidatura não é só para uma eleição. O que estará em jogo em outubro não é apenas uma eleição, é o destino de uma geração. Estamos diante de uma encruzilhada histórica, em que se encontram dois Brasis. Tem este Brasil da exploração, que tem como principal canteiro de obras a destruição. E tem o Brasil que provou que pode dar certo, um país que mostrou que crescendo todo ano poderia preservar a Amazônia”, declarou.

Lula comemora vitória na ONU

O ex-presidente Lula utilizou o evento para comemorar a decisão do Conselho de Direitos Humanos, da Organização das Nações Unidas (ONU), que reconheceu que o ex-presidente sofreu violações dos seus direitos durante os julgamentos da operação Lava Jato.

O organismo internacional acolheu fundamentos de comunicado dos advogados do ex-presidente e reconheceu que as ações do ex-juiz Sergio Moro para tentar incriminá-lo violaram os artigos 9, 14, 17 e 25 do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos, que tratam do direito de todo e qualquer cidadão a um julgamento justo e imparcial, à privacidade e a ter os direitos políticos respeitados. O Brasil é signatário do pacto, o chancelou internamente por meio do Decreto 592 de 1992.

Lula aproveitou a ocasião para atacar a imprensa: “Nós estávamos entorpecidos pela quantidade de mentiras e pela negação da política, nós sabemos o que aconteceu neste país. A imprensa é uma coisa extraordinária para garantir a liberdade de expressão, mas se torna perniciosa, quando mente, acusando todo mundo e dizendo que a política é culpada. E não tem na história da humanidade saída que não seja pela política. Toda vez que você nega a política, o que vem depois é pior. Foi assim na Alemanha com o nazismo, foi assim na Itália com o fascismo e foi aqui no Brasil”, afirmou.

O ex-presidente também citou outros casos em que a negação da política teve efeitos nefastos para o Brasil, como as eleições de Jânio Quadros, em 1960, e Fernando Collor, em 1989, ambos presidentes que não concluíram seus mandatos.

Erick Mota

Jornalista com passagem em grandes veículos de comunicação, como RICTV Record, Gazeta do Povo e Congresso em Foco. Foi repórter de rede da Band e Bandnews TV e rádio BandNews FM, em Brasília. Fundador do Regra dos Terços.

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