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MARCELLUS CAMPÊLO CONTRADIZ PAZUELLO SOBRE CONHECIMENTO DA FALTA DE OXIGÊNIO EM MANAUS

MARCELLUS CAMPÊLO CONTRADIZ PAZUELLO SOBRE CONHECIMENTO DA FALTA DE OXIGÊNIO EM MANAUS
Reprodução/TV Senado

Nesta terça-feira (15), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia ouve o ex-secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo. Em seu depoimento, Campêlo falou sobre a falta de oxigênio em Manaus e afirmou que no dia 7 de janeiro pediu ajuda ao então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Em seu depoimento à CPI, Pazuello havia afirmado que só teve conhecimento da crise de saúde pública no dia 10 de janeiro.

“Fiz ligação para o ministro Pazuello no dia 7 de janeiro explicando necessidade de trazer oxigênio, a pedido da White Martins. 9 de janeiro, enviamos diariamente ofício ao MS pedindo apoio em relação oxigênio”, afirmou Campêlo.

Reprodução/TV Senado

Campêlo ainda afirmou que o Ministério da Saúde pediu para que ele mantivesse contato com o Comando Militar da Amazônia, para que o Exército auxiliasse no transporte de cilindros de oxigênio. Essa afirmação corrobora com o depoimento do coronel Antônio Élcio Franco Filho, ex-secretário executivo do Ministério da Saúde da gestão Pazuello, que afirmou que o exército foi responsável por indicar 15 nomes para a pasta da Saúde à época.

“Fomos reforçados com 17 militares da ativa, selecionados e designados pelo Exército, para auxiliar em cargos chaves para uma missão que teria duração de 90 dias”, afirmou Élcio Franco em seu discurso inicial na CPI no dia 9 de junho.

Campêlo foi preso no começo deste mês pela Polícia Federal (PF), por suspeita de envolvimento em esquema de desvio de recursos destinados ao combate à Covid-19 no Amazonas.

Eline Carrano

Jornalista por profissão, cronista por opção e neta coruja. Escrevo porque preciso justificar as ansiedades que o tarja-preta não dá conta.

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