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Os melhores investidores estão no andar de cima

Os melhores investidores estão no andar de cima
Henrique Costa, empreendedor e colunista do Regra dos Terços

Olá querido leitor/querida leitora! Como você está? Espero que bem. Já discutimos muitas vezes nessa coluna que investimentos são um exercício de longo prazo e de paciência. Hoje, adicionaremos mais um argumento controverso a esse debate: já que é no longo prazo que chegamos aos melhores resultados, porque não segurar seus investimentos até o fim da vida – literalmente – ou ainda além? Todas as minhas colunas anteriores podem ser acessadas nesse link aqui.

O cerne dessa discussão reside em um suposto estudo da casa de investimentos norte americana Fidelity. Nesse estudo, que abrangeu a base de dados interna da gestora, analisou-se a performance de 10 anos – de 2003 a 2013 – de vários clientes. Entre as melhores performances, destacavam-se aquela de dois grupos: em primeiro lugar, estavam as contas de investidores que já estavam mortos, e em segundo, as carteiras de investidores que haviam esquecido sua conta na corretora. Curioso, não?

Após esse resultado, pode-se especular algumas razões para essa performance diferenciada em comum aos dois grupos:

  • O investidor que não movimento sua carteira no longo prazo – como o caso de investidores mortos ou que esqueceram suas contas – deixa de pagar taxas de corretagem, emolumentos e impostos, o que aumenta sua rentabilidade efetiva;
  • Contas que não tem uma pessoa de carne e osso por trás não são vítimas dos vieses comportamentais que subtraem rentabilidade, tais como o viés de ancoragem, de aversão a perda, o viés de retrospectiva,  dentre outros;
  • Além disso, ao não movimentar a carteira, muitos ativos tiveram tempo suficiente para se destacar perante outros, gerando uma rentabilidade acima da média, já que nesse caso não existia a tendência da pessoa física de vender muito cedo bons ativos que se valorizam;

Ainda que outras fontes citem que tal estudo, na realidade, nunca existiu, podemos tirar boas lições sobre o argumento chave aqui discutido. Ao girar muito sua carteira, o investidor paga mais taxas que subtraem sua rentabilidade no longo prazo. Outro ponto importante é que ao estar sempre na busca do ativo mais rentável do ano, o investidor está cometendo o erro capital de comprar na alta e vender na baixa. Talvez o maior aprendizado que fique é: muitas vezes, o melhor a se fazer para sua carteira de investimentos, é não fazer nada.

Até a próxima semana!

Henrique Costa

Henrique Costa é engenheiro eletricista formado pela UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Atua no setor industrial e de energias renováveis há cerca de 10 anos. Entusiasta do mundo dos investimentos, aprendeu desde cedo que poupar e investir é um dos melhores caminhos para se atingir os objetivos da vida. No Regra dos Terços é autor da coluna “Pra que investir?”

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