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Mercados em compasso de espera: o que fazer nessas ocasiões

Mercados em compasso de espera: o que fazer nessas ocasiões
(Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Olá querido leitor/querida leitora! Tudo bem com você? Os últimos meses do mercado de renda variável tem sido agoniantes para o investidor, que não parece obter resultado algum em termos de valorização real. Se você é um deles, saiba que não está sozinho, e que muitos outros investidores já passaram por situação parecida ao longo de suas jornadas. É sobre isso que falaremos na coluna de hoje. Todas as minhas colunas anteriores podem ser acessadas nesse link aqui.

Desde o começo do ano, o índice Ibovespa está de lado: uma mera valorização de pouco menos que 3%, perdendo para a inflação galopante e até mesmo do CDI. Saber que suas economias não estão conseguindo repor nem o custo inflacionário, nem o custo de capital básico pode ser, no mínimo, desesperador para quem já sofre, mês a mês, com um custo de vida cada vez mais alto e poupa uma parte de seu salário. 

A alternativa que parece mais óbvia seria aplicar tudo em títulos atrelados à taxa Selic, e títulos que protegem da inflação via Tesouro Direto, certo? Ora, se a renda variável é tão ruim assim, pelo menos podemos garantir um rendimento real – e com baixíssimo risco – via os títulos públicos oferecidos pelo governo. Entretanto, será mesmo que o mercado de ações não gera valor no longo prazo? Será que, ao extrapolar um momento ruim da bolsa, não estamos incorrendo em um erro clássico de viés comportamental?

É conhecido que as bolsas de valores ao redor do mundo sofrem momentos de baixa – as vezes muito mais longos do que pensamos e desejamos passar. Peguemos o caso do grande bear market de 2009 a 2016 na nossa B3. Em um momento de grande incerteza política, fiscal e econômica do nosso país ao longo dos mandatos de Dilma Rousseff, o índice sofreu uma grande desvalorização nominal – por longos 6 anos. Qual investidor em sã consciência gostaria de ver suas poupanças diminuírem de forma torturante ao longo desse tempo?

O outro lado da moeda é que, de 2016 a 2020, uma radical alta de quase 300% fez a alegria de muitas pessoas. Algumas ações específicas subiram ainda mais do que o índice. Nesse caso, valeu a máxima de que fortuna sorri para os pacientes. O momento que passamos pode ser mais um caso desses, em que sentar na mão e esperar a tempestade passar pode ser a decisão mais acertada.

Até a próxima semana!

Henrique Costa

Henrique Costa é engenheiro eletricista formado pela UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Atua no setor industrial e de energias renováveis há cerca de 10 anos. Entusiasta do mundo dos investimentos, aprendeu desde cedo que poupar e investir é um dos melhores caminhos para se atingir os objetivos da vida. No Regra dos Terços é autor da coluna “Pra que investir?”

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