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AGOSTO DE 2021: MÊS DOS MERCADOS LOUCOS

AGOSTO DE 2021: MÊS DOS MERCADOS LOUCOS

Olá querido leitor/querida leitora! Como tem estado? Espero que tudo bem. Na coluna dessa semana, vamos comentar sobre como foram os mercados de investimento nesse mês de agosto: se você acompanha mais de perto seus investimentos, deve ter percebido que o resultado mensal não foi nem um pouco animador, contribuindo negativamente para os desempenhos já nada aceitáveis de 2021. Todas as minhas colunas anteriores podem ser acessadas nesse link aqui.

Começando pelos mercados de renda fixa, as recentes turbulências domésticas fizeram as taxas de juros de títulos pré-fixados e indexados sofrerem uma considerável alta nos últimos dias. Taxas acima de 10% para o Tesouro Prefixado, e cupons perto de 5% de juros reais para o Tesouro IPCA+ podem ser encontradas no portal do Tesouro Direto. Por consequência, títulos privados de renda fixa têm oferecido taxas ainda mais altas, a exemplo de CDB’s com taxas nominais de até 12% ao ano. Vale ressaltar que, devido ao processo de marcação a mercado, se você detém títulos públicos em sua carteira, deve ter percebido perdas nominais nos valores. Entretanto, mantendo os títulos até o vencimento, o seu rendimento contratado é garantido, independente das eventuais flutuações.

Indo para os mercados de renda variável, o Ibovespa fechou com expressiva baixa de quase 4%, e o Ifix – índice usado como referência para o mercado de Fundos de Investimento Imobiliário, os FII’s – chegou a marca de 2749 pontos, baixa de quase 2% no mês. Especialmente para esse último, o tombo é significativo, já que se trata de um mercado de volatilidade mais baixa do que o mercado de ações. No ano, o Ifix cai incríveis 4%. Novamente, as causas para os valores no vermelho foram o cenário doméstico, com a alta temperatura política vinda de Brasília.

Nem mesmo os mercados externos deram um refresco: na Ásia, as recentes intervenções governamentais da China em mercados como o de educação e jogos virtuais foram o bastante para derrubar ETF’s relacionados à economia daquela região do globo. Como contrapontos positivos, os mercados americanos continuam em alta devido às políticas monetárias expansionistas do Federal Reserve; em conjunto, os criptoativos também tiveram recuperações expressivas. O dólar comercial permaneceu estável no fechamento de agosto.

Como conclusão, o que o mês passado pode ter ensinado ao pequeno investidor é o seguinte: seus investimentos devem ser pensados não somente com a razão, mas também com o estômago. Se ao se deparar no consolidado do dia 31 a azia ou perda do sono lhe abateram, chegou a hora de rebalancear sua carteira pensando não só no retorno, mas também na volatilidade. Para isso, a diversificação entre ativos e diferentes mercados se mostra como uma ferramenta mais do que necessária.

Até a próxima semana!

Henrique Costa

Henrique Costa é engenheiro eletricista formado pela UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Atua no setor industrial e de energias renováveis há cerca de 10 anos. Entusiasta do mundo dos investimentos, aprendeu desde cedo que poupar e investir é um dos melhores caminhos para se atingir os objetivos da vida. No Regra dos Terços é autor da coluna “Pra que investir?”

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