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Militares da Marinha obrigam caminhoneiros a baixarem as calças e são afastados

Militares da Marinha obrigam caminhoneiros a baixarem as calças e são afastados
Militares da Marinha obrigaram caminhoneiros a baixarem as calças (Foto: reprodução)

Imagens de câmeras de segurança flagraram militares da Marinha do Brasil exigindo que caminhoneiros baixassem as calças durante revista. O caso aconteceu no dia 30, n rodovia estadual PR-488, em Santa Helena, interior do Paraná, e, segundo informações reveladas pelo jornal Folha de São Paulo, os envolvidos foram afastados. O procedimento administrativo de investigação tem previsão de durar 40 dias, prorrogáveis por mais 20.

Nas imagens, os militares são flagrados revistando os caminhoneiros e, na sequência, levando um por um para a frente do caminhão. Por lá, eles obrigam os homens a baixarem as calças.

Nas imagens, que chegaram ao conhecimento da Marinha na última segunda-feira (30), é possível ver os militares revistando os caminhoneiros. Não há informações sobre prisões ou o que levou a abordagem.

Violência do policial

O caso aconteceu em meio a uma sequência de denúncia de violência policial contra cidadãos menos favorecidos. No dia 24 de maio, a polícia do Rio de Janeiro invadiu a comunidade Vila Cruzeiro e assassinou 25 pessoas. Destas, ao menos quatro eram comprovadamente inocentes, sem nenhuma passagem pela polícia ou envolvimento com o crime organizado.

Após operação policial deixar ao menos 25 mortos no Rio de Janeiro, na última terça-feira (24), o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou ao Estado carioca ouça, em 30 dias, as sugestões e as críticas da Defensoria Pública e do Ministério Público estaduais e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) quanto ao plano de redução da letalidade policial, que deverá será apresentado ao Supremo nos autos da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635.

Caso as sugestões não sejam acolhidas, o governo estadual deverá justificar as razões. O plano deverá ainda ser submetido à consulta pública, para permitir a participação da sociedade civil.

Logo na sequência tornou-se público o caso de Genivaldo de Jesus Santos, que foi brutalmente assassinado por policiais rodoviários federais em uma câmara de gás improvisada no porta-malas da viatura. Genivaldo foi abordado por estar sem capacete, esquizofrênico, ficou agitado durante a abordagem e foi morto pelos policiais. Ainda assim, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) manteve a promoção internacional do diretor-executivo Jean Coelho e do diretor de inteligência Allan da Mota Bebello. Ambos os diretores haviam sido notificados, no dia 13 de maio, que iriam para cargos nos Estados Unidos. Eles atuarão como oficiais de ligação por dois anos, em Washington, no Colégio Interamericano de Defesa.

Erick Mota

Jornalista com passagem em grandes veículos de comunicação, como RICTV Record e Congresso em Foco. Foi repórter de rede da Band, Bandnews TV e rádio BandNews FM, em Brasília. Fundador do Regra dos Terços, é host do Podcast Distraídos.

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