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Ex-ministro da Educação Milton Ribeiro é preso preventivamente por corrupção no MEC em operação da PF

Ex-ministro da Educação Milton Ribeiro é preso preventivamente por corrupção no MEC em operação da PF
(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro é alvo de um mandado de prisão, por envolvimento no caso de pagamento de propina para pastores dentro da pasta. A operação está sendo realizada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (22) e, além de Milton, também tem como alvo os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura. As informações foram publicadas pelo G1. 

Apuração da TV Globo aponta que a PF está investigando tráfico de influência e corrupção na liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), ligado ao Ministério da Educação.

Ao todo foram expedidos cinco mandados de prisão e 13 de busca e apreensão em São Paulo, Goiás, Distrito Federal e Pará.

Relembre o caso

Reportagens dos jornais Estadão e da Folha de S. Paulo mostraram, em março, que evangélicos que não têm cargos públicos tinham autorização para negociar verbas diretamente com o então ministro Milton Ribeiro, que estava atendendo a um “pedido especial” do presidente Jair Bolsonaro (PL).  

Nas gravações publicadas pelos veículos de imprensa, o ministro diz que o governo federal prioriza prefeituras cujos pedidos de liberação de verba foram negociados pelos dois pastores. “Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do [pastor] Gilmar”, afirma o ministro na conversa em que participaram prefeitos e os dois religiosos. Os recursos são geridos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão do MEC controlado por políticos do centrão, aliados do presidente da República.

No dia 8 de março, Bolsonaro já havia afirmado que dirigirá a nação “para o lado” que os evangélicos quiserem. 

Segundo as denúncias, para conseguir recursos do MEC no governo Bolsonaro, é necessário depositar R$ 15 mil de propina na conta direta do pastor amigo do presidente Jair Bolsonaro (PL), um quilo de ouro quando o recurso for liberado e, em alguns casos, R$ 40 mil na conta da igreja. É isso que afirmaram prefeitos em sessão na Comissão de Educação, Cultura e Esporte, do Senado Federal.

O PSOL entrou com ação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR), o Tribunal de Contas da União (TCU), o Ministério Público Federal (Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão) e o Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF/DF).

Para o partido, a postura configura “verdadeiro gabinete paralelo da Educação”. Na representação, a agremiação pede o indiciamento do ministro pastor Milton Ribeiro e dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura. A ação é embasada nas reportagens que mostram um áudio do ministro da Educação afirmando que os dois evangélicos têm, “ao menos desde janeiro de 2021, negociado com prefeituras a liberação de recursos federais para obras de creches, escolas, quadras ou para compra de equipamentos de tecnologia”.

  • Texto escrito por Erick Mota

Letícia Fortes

Estudante de Jornalismo na PUCPR e estagiária do Regra. Escrevo para evidenciar e esclarecer assuntos que exigem nossa atenção, pois essa é minha forma de defender uma comunicação humanizada, acessível e engajada socialmente.

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