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Minas tem 6 barragens em monitoramento; Justiça determinou uso da força para fiscalização

Minas tem 6 barragens em monitoramento; Justiça determinou uso da força para fiscalização
Prefeitura de Pará de Minas publica fotos de barragem transbordando (Foto: Prefeitura de Pará de Minas)

Minas Gerais tem pelo menos seis barragens em monitoramento das autoridades nesta segunda-feira (10), enquanto o estado é afetado por fortes chuvas. No município de Congonhas, a Justiça ordenou o acesso irrestrito da Defesa Civil à barragem de Casa de Pedra, neste domingo (9), inclusive com uso da força policial, se necessário.

A barragem da usina hidrelétrica do Carioca, em Pará de Minas, está com risco de rompimento e grande vazão de água no local, com transbordamento pelas laterais e pelo topo, além de infiltrações na base da estrutura, segundo a Defesa Civil.

Segundo a Prefeitura de Pará de Minas quase todas as famílias já foram retiradas do local, mas duas seguem ilhadas.

A empresa Santanense, responsável pela barragem, identificou avarias na estrutura, devido ao grande volume de chuvas. Segundo a Polícia Militar, as áreas ribeirinhas de Onça do Pitangui, Pitangui e Conceição do Pará podem ser atingidas em menos de 20 minutos em caso de rompimento da barragem.

A Barragem da Mina de Pau Branco passou para o nível 3 de emergência neste domingo (9), de acordo com a Agência Nacional de Mineração (ANM). A estrutura transbordou no sábado (8) deixando uma pessoa ferida e interditando a BR-040. Segundo a ANM, seis pessoas moradoras da localidade próxima ao ocorrido fossem retiradas em segurança. A rodovia já foi liberada.

Em nota, a Vallourec informa que as atividades estão paralisadas na Mina Pau Branco e afirma que as pessoas residentes em áreas dentro da mancha de inundação da barragem já foram removidas. A empresa também afirma que está providenciando a remoção de mais de 400 animais silvestres da região para criadouros e viveiros credenciados por órgãos ambientais.

Justiça autoriza uso da força para fiscalizar barragem

A Justiça ordenou neste domingo (9) o acesso irrestrito da Defesa Civil de Congonhas à barragem de Casa de Pedra, inclusive com uso da força policial, caso seja necessário. A determinação ocorreu depois que o município pediu acesso para vistoriar a estrutura, que teria sido negado pela CSN Mineração.

Desde sábado (8) têm sido registradas imagens de deslizamentos de terra e água escorrendo da barragem.

“O risco de desabamentos de barragem é um quadro que preocupa toda a população local, principalmente a barragem de Congonhas, que há tempos vem sendo motivo de atenção de vários setores, dado o grande risco que impõe à cidade”, escreveu o juiz José Aluísio Neves da Silva na decisão.

Em nota, a CSN afirma que “a barragem continua segura e estável”. “A água que aparece na imagem não é no maciço da barragem e ocorre em razão do aumento da chuva nesta tarde. A empresa segue acompanhando e monitorando a barragem Casa de Pedra 24 horas por dia, por meio de instrumentos automatizados e piezômetros, que realizam leitura em tempo real e não detectaram nenhuma anomalia. A empresa lembra ainda que desde desde 2020 toda sua produção é feita pelo método a seco, sem uso de barragens. A Companhia reafirma que a estrutura permanece segura e estável”, diz a empresa.

Comitê de emergência para análise de barragens

A Defesa Civil emitiu um alerta sobre tempestades que devem atingir o estado entre hoje e amanhã (11). Segundo o comunicado, a previsão é de tempestades de até 70 milímetros em Minas Gerais, em especial na capital, que deve contar com precipitações fortes ao longo do dia. Diante da situação o governador Romeu Zema (Novo) decretou a criação de um “Comitê Gestor de Medidas de Prevenção e Enfrentamento das Consequências do Período Chuvoso”. 

O grupo tem como finalidade a promoção da coordenação das políticas públicas estaduais de segurança e assistência às vítimas, além do atendimento aos municípios e manutenção e recuperação da infraestrutura de locais afetados pelas tempestades. 

Kelli Kadanus

Kelli Kadanus, jornalista, cronista, tia coruja. Escrevo para tentar me entender e entender o mundo. É assim desde que aprendi a juntar sílabas. Sonho em mudar o mundo e as palavras são minha única arma disponível.

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