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MINISTRO DA DESFESA É CONVOCADO POR COMISSÃO PARA ESCLARECER FALAS SOBRE VOTO IMPRESSO

MINISTRO DA DESFESA É CONVOCADO POR COMISSÃO PARA ESCLARECER FALAS SOBRE VOTO IMPRESSO
O ministro da Casa Civil, Braga Netto. Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

Foi aprovada nesta terça-feira (3), pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, a convocação do ministro da Defesa, Walter Braga Netto. Braga Netto deve esclarecer aos parlamentares sobre suas supostas afirmações feitas a respeito das eleições de 2022 que, segundo suas falas, só aconteceriam com a adoção do voto impresso.

A convocação do ministro da Defesa foi sugerida pelo deputado petista, Rogério Correia (PT-MG). “A ameaça vem acompanhada de diversas manifestações no mesmo sentido do presidente da República, que acusa a existência de fraudes nas eleições por meio de urnas eletrônicas, ainda que todas as eleições até então não tenham demonstrado qualquer fragilidade, fraude ou risco de comprometimento dos resultados”, afirmou Correia.

A comissão ainda não definiu a data para ouvir o ministro, mas sua convocação o obriga a comparecer.

O ministro da Casa Civil, Braga Netto. Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

Todos os ex-presidentes do STF assinam carta em defesa da urna eletrônica

Todos os ex-presidentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde 1988 e a atual cúpula do tribunal divulgaram nesta segunda-feira (2) uma nota em defesa da urna eletrônica e em defesa do modelo de votação no Brasil. A manifestação ocorre em um momento em que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) volta a apostar no ataque ao sistema eleitoral e a pressionar pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso.

“A contagem pública manual de cerca de 150 milhões de votos significará a volta ao tempo das mesas apuradoras, cenário das fraudes generalizadas que marcaram a história do Brasil”, afirma um trecho da carta.

s ministros ressaltam, ainda, que desde 1996, quando houve a implantação do sistema de votação eletrônica, jamais se documentou qualquer episódio de fraude nas eleições. As urnas eletrônicas são auditáveis em todas as etapas do processo, antes, durante e depois das eleições”, diz a carta. “É importante observar, ainda, que as urnas eletrônicas não entram em rede e não são passíveis de acesso remoto, por não estarem conectadas à internet”, completam os ministros.

“O voto impresso não é um mecanismo adequado de auditoria a se somar aos já existentes por ser menos seguro do que o voto eletrônico, em razão dos riscos decorrentes da manipulação humana e da quebra de sigilo. Muitos países que optaram por não adotar o voto puramente eletrônico tiveram experiências históricas diferentes das nossas, sem os problemas de fraude ocorridos no Brasil com o voto em papel. Em muitos outros, a existência de voto em papel não impediu as constantes alegações de fraude, como revelam episódios recentes”, dizem ainda os ministros.

No perfil do Twitter, o TSE reforçou neste fim de semana que os votos atualmente já são impressos. “Qualquer eleitor pode fazer a contagem de votos por conta própria. Isso é possível com o BU, o famoso Boletim de Urna”, escreveu o TSE na conta do tribunal.

O Boletim de Urna é um documento impresso ao final da votação, de cada urna eletrônica, e exibido no colégio eleitoral para conferência.

Eline Carrano

Jornalista por profissão, cronista por opção e neta coruja. Escrevo porque preciso justificar as ansiedades que o tarja-preta não dá conta.

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