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MJ Rodriguez: a importância da mulher trans no prêmio Globo de Ouro

MJ Rodriguez: a importância da mulher trans no prêmio Globo de Ouro
Foto: Divulgação

Olá querides companheiros e companheiras! Vocês que acompanham o cenário atual das séries já devem ter ouvido falar sobre a série “Pose”. Estrelada por Billy Porter, a série de televisão dramática americana traz o cenário LGBTQIA+ AFRO na cidade de Nova Iorque nos anos 80 e 90. A primeira temporada foi aclamada pela crítica e posteriormente recebeu inúmeras indicações à prêmios.

A grande produção parece girar entorno dos bailes underground da época, organizados pela comunidade LGBTQIA+, porém é muito mais do que isso, a série é sobre identidade, família, auto aceitação e enxergar as pessoas como elas são. Posto isso, não podemos deixar de falar da atuação gloriosa da atriz preta e trans MJ Rodriguez, que se tornou a primeira mulher trans a vencer um Globo de Ouro. Ela levou a estatueta na categoria de melhor atriz em série de drama. A premiação aconteceu na noite de domingo (9).

Mj fez história em julho ao ser a primeira mulher trans indicada ao Emmy na categoria principal de atuação. No entanto o prêmio foi para Olívia Colman na série The Crown. Mesmo assim, já seria um grande feito a indicação para uma categoria tão importante dando visibilidade para o seu trabalho.

Michaela Jaé Rodriguez – a MJ Rodriguez

Michaela Jaé Rodriguez nasceu em 7 de janeiro de 1991 em Newark, EUA. É cantora e atriz, conhecida por interpretar Blanca Rodriguez na série de TV Pose.  Embora quisesse ser atriz desde os sete anos, só começou a buscar por isso aos 11 anos após sua mãe a matricular numa escola de arte e performance. Há relatos de que, por ter frequentado uma escola religiosa no início da alfabetização, Rodriguez tenha “orado para se tornar mulher” desde os 7 anos de idade. Porém, ela revela que esteve em estado de negação por muitos anos, se assumindo como bissexual para seus pais tempos depois, aos 14 anos. E só anos depois ela se identificou como mulher trans.

Foto: Reprodução/Instagram

Depois de ter se formado na escola de arte, finalmente assumiu seu nome artístico de MJ Rodriguez, em homenagem à personagem da Marvel, Mary Jane Watson. Aos 31 anos, MJ Rodriguez já ganhou o Prêmio Clive Barnes de 2011 por sua atuação. De 2012 a 2016, continuou a trabalhar nos palcos e apareceu em pequenos papéis na televisão, incluindo Nurse Jackie (2009), The Carrie Diaries (2013) e Luke Cage (2016). Dando visibilidade para ser chamada a atuar na série Pose em 2017.

Após vencer o Globo de Ouro ela se pronunciou nas redes sociais. “Esta é uma porta que está se abrindo para muitos jovens talentosos. Eles verão que isso é mais do que possível. Eles verão a jovem garota negra latina de Newark, que tinha um sonho, um sonho de mudar a mente dos outros com amor. O amor vence. Para meus jovens bebês LGBTQIA, estamos aqui! A porta está aberta. Agora, alcancem as estrelas.”

Com esta visibilidade toda, MJ Rodriguez realmente abre muitas portas para meninos e meninas trans terem a oportunidade de sonhar e chegar tão longe quanto ela. Sabemos da dificuldade de seguir qualquer carreira no mundo LGBTQIA+, é muito preconceito, muita discriminação e falta de oportunidade. Porém, ao longo dos anos estamos criando espaços que sempre deveriam ser nossos.

A representatividade importa, é por meio dela que conseguimos dar voz a um público que precisa ser visto. Seguimos orgulhosos da MJ Rodriguez e de tantos outros e outras atrizes e atores trans e negros pelo mundo. A luta continua!

Jhey Borges

Jenifer Borges, publicitária, colunista e ativista das causas das mulheres, negros, jovens e LGBTQIA+, escrever é um ato político desde que suas palavras sejam condizentes com igualdade social e sua própria índole

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