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MPF MOVE AÇÃO CONTRA EX-MINISTRO DA SAÚDE, EDURADO PAZUELLO

MPF MOVE AÇÃO CONTRA EX-MINISTRO DA SAÚDE, EDURADO PAZUELLO
General de Divisão, Eduardo Pazuello (Foto: Alan Santos/PR)

O Ministério Público Federal (MPF) enviou à Justiça Federal uma ação de improbidade administrativa contra o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello. A ação indica que Pazuello teria cometido atos que prejudicaram o combate à pandemia no Brasil. Segundo os procuradores, um dos exemplo foi a lentidão na compra de vacinas e a adoção do tratamento precoce que prescrevia medicamentos sem eficácia comprovada.

A ação ainda pede que o ex-ministro ressarça R$122 milhões aos cofres públicos, para suprir o prejuízo que sua gestão teria causado. A Justiça irá definir se Pazuello se tornará réu.

Eduardo Pazuello
General de Divisão, Eduardo Pazuello (Foto: Alan Santos/PR)

“A omissão e a negligência do ex-ministro da Saúde no trato das negociações das vacinas custou caro à sociedade (que sofre os efeitos sociais de uma economia em crise e sem perspectiva de reação), à saúde da população (que amarga índices descontrolados de morbidade e mortalidade por covid-19) e ao SUS (cujos leitos de UTI Covid adulto, só no primeiro semestre de 2020, custaram R$ 42 milhões/dia ou R$ 1,27 bilhão/ mês)”, afirmam os procuradores na ação movida junto ao MPF.

Mesmo pressionado e sendo foco de críticas, Pazuello assumiu novo cargo no governo

Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, foi nomeado no dia 1 de junho para o cargo de secretário de Estudos Estratégicos da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos, que é vinculada à Presidência da República. A nomeação foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), em portaria assinada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, e aconteceu em um momento em que o ex-ministro enfrentava a pressão no Exército.

Pazuello deixou a pasta da Saúde, sendo substituído pelo médico Marcelo Queiroga. Eduardo Pazuello é general da ativa do Exército e atualmente voltou a exercer atividades na própria corporação.

O ex ministro também esteve protagonizando algumas situações polêmicas nos últimos tempos, como seu depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia no Senado e seu envolvimento num ato à favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Após sofrer um processo disciplinar que apura sua participação neste ato do dia 23 de maio, Pazuello alegou que o evento não era político-partidário e o país não está em período eleitoral, além do fato de que Bolsonaro não é filiado a nenhum partido político.

A participação de militar da ativa em eventos político-partidários é vedado por regulamento militar. Por isso, Pazuello pode ser punido pela participação no ato. O Exército ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

A Liderança da Minoria da Câmara dos Deputados protocolou uma representação contra Pazuello na Procuradoria Geral de Justiça Militar. Endereçado ao procurador Antônio Pereira Duarte, o documento se fundamenta na participação do senhor Eduardo Pazuello, general de Divisão do Exército do Brasil, “por ter praticado, em tese, o crime previsto no art. 324 do Código Penal Militar”.

No novo cargo, Pazuello ficará subordinado ao almirante Flávio Rocha, atual secretário de Assuntos Estratégicos do governo. A pasta funciona dentro do Palácio do Planalto.

Eline Carrano

Jornalista por profissão, cronista por opção e neta coruja. Escrevo porque preciso justificar as ansiedades que o tarja-preta não dá conta.

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