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Viver é uma aventura

Viver é uma aventura
Foto: arquivo pessoal

Eu estou de mudança. Desta vez, não é para o apartamento do lado. Desta vez a gente – eu e o marido – precisou desapegar de tudo que é supérfluo, pegar o cachorro, entrar no carro e dizer até logo para a cidade que nos abrigou pelos últimos três anos. Partimos, mais uma vez, rumo ao desconhecido. Rumo a mais um capítulo das nossas vidas.

Mudanças bruscas fazem a gente pensar em como a vida é uma aventura. E em como nada é definitivo. Eu cheguei em Brasília em 2019 achando que estava realizando um sonho – e estava – e que ali era o mais longe que eu, jornalista que cobre política, poderia almejar chegar. 

Mas a vida é muito doida e hoje eu dou tchau sem nenhuma dor no coração pela mudança. Com a leveza de quem sabe que viver é uma aventura imprevisível e que o apego é uma forma de prisão. Nestes três anos de Brasília eu aprendi, cresci, evoluí, cansei, duvidei do meu talento, dos meus sonhos, encontrei novos caminhos e – vejam só – consegui sonhar sonhos ainda mais altos. 

Essa aventura se encerra, por enquanto, para que novas aventuras ganhem corpo. É aquela coisa que a minha mãe sempre me ensinou: pra abrir espaço para coisas novas, a gente tem que desapegar daquilo que não funciona mais para a gente. Serve para brinquedos, roupas, relacionamentos e até para sonhos. 

Se eu contasse para a Kelli de cinco anos atrás que ela chegaria à Brasília para trabalhar cobrindo política e iria desapegar disso e traçar novos planos, ela certamente pensaria que iria enlouquecer no futuro. Bom, de certa forma eu enlouqueci mesmo, mas na loucura a gente encontra algum respiro e um pouco de coragem também. 

Que a próxima aventura seja tão bela quanto todas as anteriores!

Kelli Kadanus

Kelli Kadanus, jornalista, cronista, tia coruja. Escrevo para tentar me entender e entender o mundo. É assim desde que aprendi a juntar sílabas. Sonho em mudar o mundo e as palavras são minha única arma disponível.

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