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IPCC alerta riscos das mudanças climáticas e reforça necessidade de medidas urgentes

IPCC alerta riscos das mudanças climáticas e reforça necessidade de medidas urgentes
Fonte: Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon)

Nesta segunda-feira (28), o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) defendeu a necessidade de reduzir a emissão de gases de efeito estufa para frear as mudanças climáticas. Segundo o relatório, ignorar esse alerta pode custar vidas, biodiversidade e infraestrutura a nível mundial. Isso acontece porque ao menos 3,3 bilhões de pessoas são altamente vulneráveis às mudanças climáticas, ou seja, tem 15 vezes mais chances de morrer por condições climáticas extremas.

No Brasil, o último efeito do desequilíbrio climático que adquiriu repercussão nacional foi o deslizamento de terra ocorrido em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro. Embora essa tragédia também seja consequência de uma negligência histórica dos governos federal, estadual e municipal, o IPCC ressalta que mudanças climáticas atingem todos os continentes. Até 2050, um bilhão de pessoas em todo o mundo terão que abandonar suas casas para sobreviver ao risco de ciclones tropicais e inundações devido à elevação do nível do mar.

Em agosto do ano passado, o IPCC apontou que a ação humana já havia aumentado 1,07ºC na temperatura do planeta, ultrapassando a meta de 1,5ºC estabelecida no Acordo de Paris, em 2015. As duas principais ações antrópicas que emitem gases estufa são a queima de combustíveis fósseis por indústrias e automóveis e o desmatamento. 

A cada 0,1ºC a mais na temperatura do planeta, mais pessoas morrem por problemas cardíacos, pulmonares e estresse por calor. Com 0,9ºC de aquecimento a partir de agora, a quantidade de terra queimada por incêndios florestais aumentará 35%. Nos aproximamos de um cenário desolador para as economias mundiais, com pessoas deslocadas de suas casas, lugares inabitáveis, extinção das espécies de animais e corais marinhos, derretimento das geleiras, aumento do nível do mar e oceanos cada vez mais pobres em oxigênio.

O relatório do IPCC também divulgou projeções preocupantes para os próximos anos. Se a temperatura do planeta aumentar alguns décimos até 2100, as crianças desta geração vão enfrentar quatro vezes mais extremos climáticos do que agora. No pior cenário, caso o aquecimento global aumente cerca de 2ºC, as próximas gerações vão vivenciar cinco vezes mais tempestades, secas e inundações do que agora. 

Por isso, é preciso que os governos adotem fontes renováveis de energia, estimulem economicamente a troca de carros a gasolina ou diesel por versões elétricas, plantem mais árvores, apoiem financeiramente nações mais pobres para adotarem energias verdes e reduzam a queima de combustíveis fósseis e a emissão de gás metano.

Letícia Fortes

Estudante de Jornalismo na PUCPR e estagiária do Regra. Escrevo para evidenciar e esclarecer assuntos que exigem nossa atenção, pois essa é minha forma de defender uma comunicação humanizada, acessível e engajada socialmente.

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