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Neonazista apoiador de Bolsonaro mata cachorro e diz que vai incendiar Anvisa, diz Natuza Nery

Neonazista apoiador de Bolsonaro mata cachorro e diz que vai incendiar Anvisa, diz Natuza Nery
Imagem meramente ilustrativa de uma tatuagem neonazista

Um neonazista, que declara apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL), encaminhou um e-mail para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), onde diz que vai incendiar o prédio da Agência e fazer com eles o mesmo que fez com um cachorro, que foi morto por enforcamento. As informações foram dadas pela jornalista da Globo News, Natuza Nery.

O e-mail foi enviado na última segunda-feira (27). “Os senhores vão pagar caro. Irei me deslocar da minha casa, no Rio Grande do Sul, e irei me deslocar até Brasília. Irei purificar a terra onde a Anvisa está instalada, usando combustível abençoado. O apocalipse se aproxima”, disse o neonazista no e-mail, segundo a jornalista.

Depois de dar o próprio CPF e dizer o estado em que mora, ele afirmou que estará bem longe quando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem chamou Xandão, mandar a Polícia Federal (PF), a quem chamou de “vagabundos parasitas da PF”, para a casa dele. O homem finaliza o e-mail com uma saudação neonazista e com os dizeres “Bolsonaro 2022”.

No comentário ao vivo na Globo News, Natuza Nery reforçou que esse ataque é, de maneira indireta, motivado pelo próprio presidente Bolsonaro, que tem feito constantes ataques à Anvisa e chegou a pedir o nome de todos os técnicos que foram favoráveis a vacinação de crianças acima de cinco anos.

Essa não é a primeira vez que um apoiador do presidente Bolsonaro apresenta vínculos com pensamentos neonazistas. A promotora do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Marya Olímpia Ribeiro Pacheco, publicou, em 2016, sete postagens com imagens de cartazes nazistas e mensagens de apoio a Adolf Hitler. Ela se autodeclara integrante da “milícia das mídias sociais” do presidente Jair Bolsonaro e chegou a publicar no Facebook um “crachá” de bolsonarista. O caso foi revelado em setembro deste ano.

Em janeiro de 2020 o então secretário de Cultura do Governo, Roberto Alvim, plagiou em pronunciamento que foi ao ar nas redes sociais trechos de um discurso do ministro da Propaganda do führer nazista, Joseph Goebbels, ao som de Richard Wagner, o compositor favorito de Adolf Hitler.

Durante sessão no Senado em março deste ano, o assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, Filipe Martins, fez um gesto que, nos Estados Unidos, é associado ao neonazismo. Durante a fala do presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG) ele fez o gesto que une o indicador e o polegar de forma arredondada.

As ligações do bolsonarismo com grupos neonazistas não param por aí. Em maio do ano passado, durante as manifestações que pediam golpe militar com Bolsonaro no poder, bandeiras de extremistas ucranianos foram expostas.

No final do mesmo mês, um grupo batizado de “300 pelo Brasil”, de apoio a Bolsonaro, fez uma marcha com tochas nas mãos, como faziam os membros da Ku Klux Klan (KKK) – grupo que prega “supremacia branca” – e, atualmente, como fazem os neonazistas dos EUA.

Neste ano, o próprio presidente Jair Bolsonaro recebeu a deputada alemã Beatrix von Storch, neta de ministro de Hitler, publicou fotos sorrindo e abraçado com a extremista.

Erick Mota

Jornalista com passagem em grandes veículos de comunicação, como RICTV Record, Gazeta do Povo e Congresso em Foco. Foi repórter de rede da Band e Bandnews TV e rádio BandNews FM, em Brasília. Fundador do Regra dos Terços.

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