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Neurodivergentes também podem reproduzir capacitismo estrutural

Neurodivergentes também podem reproduzir capacitismo estrutural

O capacitismo é utilizado para se referir a discriminação de pessoas com deficiência, o que engloba todos os tipos: físico-motora, auditiva, visual, intelectual, dentre outros. O termo capacitismo estrutural, se refere a discriminação que está arraigada na sociedade e que muitas vezes é repetida de forma inconsciente, ou seja, sem que o agressor tenha consciência do resultado de seus atos ou falas.

Mas, independente da intenção, o capacitismo machuca, recrimina e ofende. O termo surgiu da palavra “ableism”, que sintetiza a marginalização ou “discriminação por motivo de deficiência”. Em artigo pulicado no site da Universidade Federal do Piauí (UFPA), a aluna do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Pérola de Souza, afirmou o capacitismo produz a noção de que as Pessoas com Deficiência (PCDs) são inaptas para desenvolver atividades comuns (como trabalhar, estudar, namorar, se divertir), e, por isso, são dignas de pena e caridade, ou de admiração e fascínio, quando, ao extremo, são vistas como ‘super-heroínas’ e exemplos de superação.

“As duas concepções produzem os estereótipos de “coitado” ou de “herói”, que são nocivos às PcD. O primeiro, porque nos inferioriza e subestima; o segundo, porque infunde a ideia cruel de que o mundo não foi feito para as pessoas com deficiência e cabe a nós ‘superarmos nossas incapacidades’ e nos adaptarmos, tirando da sociedade o dever de se modificar para incluir a todos”.

Neurodivergentes não estão livres do capacitismo. Pessoas com o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), por exemplo, possuem uma deficiência no lóbulo pré-frontal, o que impacta na concentração, hiperatividade e resiliência. Por não ser uma deficiência aparente, muitas vezes sofrem discriminação mesmo sem as pessoas ao redor saberem que se trata de neurodivergentes.

Esse tipo de capacitismo pode ser reproduzido até mesmo por quem tem o TDAH e é sobre isso que Alpin Montenegro e Erick Mota falam no episódio do Podcast Distraídos dessa semana. A convidada é a influenciadora digital Polyana Sá, do projeto Hey Autista.

Ouça no Spotfy:

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O que é o Podcast Distraídos? 

Nos episódios do podcast, os hosts Alpin Montenegro e Erick Mota contam as curiosidades sobre o universo de quem é TDAH, autista e demais neurodivergências, que se referem a todas as possíveis variações no cérebro humano em relação à sociabilidade, aprendizagem, atenção, humor e demais funções cognitivas. O termo neurodivergência foi criado e popularizado a partir de 1998, pela socióloga Judy Singer. No episódio de estreia do Podcast Distraídos, Alpin Montenegro e Erick Mota falam sobre como o TDAH impactou na vida deles e trazem relatos de outros TDAHs. 

De maneira geral, a proposta do podcast é proporcionar o compartilhamento de vivências e informações sobre o TDAH. Alpin Montenegro é TDAH, autista e possui altas habilidades e superdotação. Ela é digital influencer com o @blackautie em todas as redes sociais. Já Erick Mota também é TDAH, além de ser empreendedor e jornalista com passagem em grandes veículos de comunicação. Está em todas as redes no @erickmotaporai.

Pensando em mobilizar uma rede de apoio concreta, capaz de ajudar os ouvintes do podcast a buscarem um diagnóstico adequado e a conviverem com o TDAH sem perder a qualidade de vida, o podcast Distraídos criou um grupo no Telegram chamado Hiperfocados, com especialistas e outros neurodivergentes. Como o Distraídos é uma iniciativa independente, o grupo no Telegram é uma vantagem para os ouvintes que quiserem contribuir com algum valor, em dinheiro, para a produção do podcast através do Apoia.se. Você pode colaborar com qualquer valor acessando o apoia.se/podcastdistraidos

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