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NÓS SOMOS GÊNERO FLUIDO

NÓS SOMOS GÊNERO FLUIDO

Olá querides leitores e leitoras do nosso Brasil plural e diverso. Hoje o assunto é mais intimista. Vamos falar de gênero. Sabemos que existem diversas formas de expressão de gênero já conhecidas e sabemos também que a falta de informação nos leva a ter milhões de dúvidas e questionamentos. Por isso, hoje falaremos de gênero fluido e sua pluralidade.

É importante ressaltar que ao falar sobre gênero devemos deixar claro que cada pessoa é quem sabe se cabe ou não o uso de rótulos em sua vida. Há relatos da palavra genderfluid – gênero-fluido, em inglês – já existir nos anos 90. As expressões gender fluid e gender-fluid são citadas em livros de 1999.

Mas afinal, o que é gênero-fluido? São pessoas que mudam de gênero de tempos em tempos. Isso depende de vários fatores, como mudanças graduais ou súbitas, diárias, mensais e semanais, influenciadas (por questões como ciclo hormonal, crises, clima, pessoas em volta, etc.) ou não.

São pessoas que se identificam  por terem diferentes identidades de gênero em diferentes momentos. A característica comum é o caráter flutuante dessa identidade. A maioria se identifica como homens ou mulheres em diversas situações e ou flui entre os mesmos de forma múltipla e ao mesmo tempo.

Vamos aos sinais, que podem ser parecidos e não são vias de regra nunca quando se fala de fluidez de gênero.

  • Você não se sente confortável com o gênero atribuído a ti ao nascer, mas também não se sente pertencente inteiramente ao outro.
  • Você sente que sua identidade de gênero é algo instável. Em alguns momentos ou períodos de tempo você se sente mais masculina e em outros mais feminina.
  • Há uma identificação com elementos de ambos os gêneros, seja masculino ou feminino.
  • Utiliza indistintamente os pronomes de caráter neutro, não se incomoda que as pessoas se confundam e até prefere que utilizem pronomes neutros para se referir à sua pessoa.
  • Seu look não é atribuído a nenhum gênero ou varia entre os dois. Você gosta de usar roupas que não estão associadas ao seu sexo, mas também as que fazem, depende do momento e de como você se sente.

Lembrando que estes são termos indicativos e não descritivos, cada pessoa sente e age de forma diferente quanto ao gênero fluido.

Nas multipluralidades existentes do mundo LGBTQIA+ temos e sempre teremos que ter cuidado ao definir e ou falar sobre características tão pessoais e intimistas.

Mas como nossa meta é sempre ressaltar as coisas boas desse nosso mundo colorido, agora que já falamos dos termos mais técnicos vamos tornar isso mais leve.

Afinal quem somos? Estamos na mídia? No mundo artístico?

Todas as respostas para estas perguntas é ‘sim’.

Já ouviu falar de Sam Smith? O cantor de vários sucessos como “Stay With Me” falou abertamente sobre como é flutuar entre ambos os gêneros e estar sempre focado nessa identidade sexual ou de imagem. “Não sou homem nem mulher, acho que estou flutuando em algum lugar no meio. É tudo em um espectro. Eu penso o mesmo com a sexualidade”, afirmou o astro.

Foto: poenaroda.com.br

Ruby Rose (Foto: Getty Images)

Ruby Rose, uma das estrelas de “Orange Is The New Black”, se identifica como “gênero fluido” e hoje namora a cantora Jessica Origliasso.

Foto: clairevillec/Flickr

Ezra Miller é o nome do momento em Hollywood. Sua postura que desafia rótulos é o símbolo de uma geração que vem ganhando espaço na cultura pop, cada vez menos apegada aos valores e definições tradicionais sobre o que significa ser homem ou mulher.

Jenifer Borges

Bom, e não menos famoso ou menos importante este sou eu, ou esta sou eu tanto faz. Sou gênero fluido e só me identifiquei com tal nomenclatura recentemente, que foi quando me encontrei com minhas ideias, com meus medos, com minhas vozes interiores que sempre gritaram dentro de mim e eu não sabia como ouvir e nem muito menos sabia como externar tudo que eu sempre fui, mas não sabia como demonstrar.

Tem um depoimento meu sobre isto e que conta melhor e mais poeticamente toda esta saga winx kkk. Dê uma olhada no meu Instagram @jheyborges e vamos bater um papo.

A questão principal é ser feliz em meio há tantos dilemas e questões, em meio a tanta falta de informação. Há quem se aceite como é, e tem apoio para isto. Não é simples, mas é possível. Vista a roupa de ser quem você é, fuja dos protocolos que te impuseram e não te cabem, é preciso militar para se encontrar, e que a sua verdade seja aquela que te define como alguém feliz consigo mesmo.

Então é isso galera, nos vamos na próxima historinha. Lembrando que este artigo não é científico e não tem parâmetro além do informativo, portanto se precisa de ajuda procure um psicólogo para te ajudar.

Jhey Borges

Jenifer Borges, publicitária, colunista e ativista das causas das mulheres, negros, jovens e LGBTQIA+, escrever é um ato político desde que suas palavras sejam condizentes com igualdade social e sua própria índole

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