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Nova alta da Selic traz apreensão ao mercado

Nova alta da Selic traz apreensão ao mercado
Henrique Costa, empreendedor e colunista do Regra dos Terços

Olá querido leitor/querida leitora! Tudo bem contigo? No último dia 08, o Comitê de Política Monetária – Copom – do Banco Central – Bacen – decidiu, por unanimidade dos seus membros, subir em 1,5% a taxa básica de juros da economia, a Selic. Tal decisão, ainda que já esperada por boa parte do mercado, trouxe apreensão sobre o futuro econômico do país no curto prazo. É sobre esse assunto que discorreremos hoje na coluna do Pra que investir. Todas as minhas colunas anteriores podem ser acessadas nesse link aqui.

Apenas para deixarmos todos na mesma página, vale recapitular: o Copom é um órgão subordinado ao Banco Central (Bacen), cujas diretrizes centrais são estabelecer as políticas monetárias e definir a taxa básica de juro. É formado por 8 diretores e o presidente do próprio Banco Central. O órgão se reúne de forma periódica conforme calendário estabelecido no ano anterior, sendo que nessas reuniões são deliberados e decididos quais serão os rumos a serem tomados no que se refere a política monetária para nosso país. As reuniões geralmente têm duração de dois dias, sendo que ao final do último dia é liberado um comunicado com a decisão sobre qual será a nova taxa Selic.

Conforme já comentamos em colunas passadas, a taxa Selic é um dos principais instrumentos à mão do Bacen para controlar a economia nacional. Uma alta do índice tem o poder de frear a inflação, com o efeito adverso de também frear o avanço de investimentos; por outro lado, uma política mais estimulativa, ou seja, baixista para o índice, tem o efeito benéfico de impulsionar empresas e investidores, abrindo mão, porém, do controle inflacionário. Esse cabo de guerra deve ser muito bem administrado pelo Bacen, já que erros no ajuste da política monetária podem cobrar seu preço no curto e médio prazos.

Infelizmente, segundo muitos especialistas econômicos, o Bacen tem subido a taxa básica de juros para corrigir erros do passado recente, ao ter baixado em demasia a Selic – há cerca de um ano, nossa taxa era de 2% ao ano, algo inimaginável para um país em desenvolvimento como o Brasil. Como consequência desse mínimo, tivemos uma explosão inflacionária, com o IPCA acumulado – índice utilizado para medir a inflação – batendo dois dígitos. Se espera que a alta as Selic pressione para baixo a inflação, mas novamente os agentes do mercado esperam cautela dos executores da política monetária: com o último comunicado já dando como certo mais duas altas de 1,5%, o temor de uma grave recessão econômica em 2022 advindo de uma Selic mais alta volta a rondar o Brasil .

Até a próxima semana!

Henrique Costa

Henrique Costa é engenheiro eletricista formado pela UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Atua no setor industrial e de energias renováveis há cerca de 10 anos. Entusiasta do mundo dos investimentos, aprendeu desde cedo que poupar e investir é um dos melhores caminhos para se atingir os objetivos da vida. No Regra dos Terços é autor da coluna “Pra que investir?”

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