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Nove ministros saem do governo em tentativa de onda extremista nas eleições

Nove ministros saem do governo em tentativa de onda extremista nas eleições
Presidente Jair Bolsonaro (Foto: Sergio Moraes)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) oficializou a saída de nove ministros do governo para que esses nomes possam concorrer nas eleições de 2022. A ideia é gerar uma onda bolsonarista para perpetuar os ideais de extrema direita no país. A publicação no Diário Oficial da União aconteceu nesta quinta-feira (31) e, ainda para hoje, está prevista uma cerimônia no Palácio do Planalto com a presença de Bolsonaro.

A Lei de Inelegibilidades obriga os candidatos a se ausentarem dos cargos públicos de poder até seis meses antes do primeiro turno. O prazo se encerra no sábado (2).

Outra mudança que está prevista para acontecer é no comando do Exército. O atual ministro da Defesa General Braga Neto deve deixar o cargo para ser candidato à vice-presidência na chapa de Bolsonaro e Paulo Sergio Nogueira, atual comandante da Força, deve assumir o posto do ministro. Para a chefia do Exército o principal cotado é o general Marco Antônio Freire Gomes. Essas mudanças ainda não foram publicadas.

Além dessas trocas, o secretário da Agricultura e Pesca, Jorge Seif Junior, também foi exonerado para se lançar candidato por Santa Catarina. Jairo Gund assume o posto.

Onda extremista em 2022

Desde que assumiu o poder, o presidente Jair Bolsonaro deixou claro que sua ideia era se perpetuar na liderança do país. De lá para cá, todos os ministros que não se alinharam completamente a pauta extremista defendida pelo chefe do Planalto foram atacados pela milícia digital bolsonarista e exonerados na sequência.

Os ataques aos desertores expulsos geralmente giravam em torno de suposta traição, ideário comunista ou mesmo ataques pessoais. Por outro lado, aqueles que se mantiveram fieis aos arroubos autoritários de Jair Bolsonaro foram ganhando mais espaço e poder.

Sem disfarçar sua sanha autocrática, ainda ontem o atual presidente da República voltou a atacar e a ameaçar o sistema eleitoral brasileiro. “Em Brasília, poucas pessoas podem muito, mas nenhuma pode tudo. Teremos, sim, eleições limpas, não podemos deixar que três ou duas pessoas decidam como vão ser essas eleições. A contagem do voto faz parte da alma da democracia”, disse, ignorando o fato de que a contagem dos votos já acontecem, que as eleições são limpas e transparentes, as urnas eletrônicas são invioláveis e que não são “três ou duas pessoas” que decidem o futuro do país.

Diante da iminente derrota eleitoral, o presidente está desesperado para gerar uma insurreição popular que justifique um golpe de Estado ou, ao menos, eleger o máximo de representantes de seus ideais fascistoides. Por isso a exoneração em massa de hoje.

Erick Mota

Jornalista com passagem em grandes veículos de comunicação, como RICTV Record, Gazeta do Povo e Congresso em Foco. Foi repórter de rede da Band e Bandnews TV e rádio BandNews FM, em Brasília. Fundador do Regra dos Terços.

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