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O desenvolvimento mundial e as guerras: elas são necessárias mesmo?

O desenvolvimento mundial e as guerras: elas são necessárias mesmo?
Guerra x Dinheiro (Foto: Pixabay)

Olá querido leitor/querida leitora! Tudo bem contigo? Prestes a completar três meses de duração, o confronto bélico entre Ucrânia e Rússia tem durado mais do que o esperado por muitos analistas internacionais. E os efeitos previstos já estão aí para todos verem – gasolina e alimentos mais caros são alguns dos mais gritantes. Se as consequências que tivemos até agora são apenas negativas, qual a justificativa para uma guerra?  É sobre esse assunto que discorreremos na coluna de hoje. Todas as minhas colunas anteriores podem ser acessadas nesse link aqui.

A resposta para a pergunta do parágrafo anterior não é nem um pouco óbvia. Conforme já comentamos em uma coluna passada, investir abre seu leque de conhecimentos: geopolítica, economia, geografia, história, dentre outros assuntos são necessários para embasar suas teses de investimento. Entretanto, não só esses, mas vários outros temas se entrelaçam para chegarmos a um – talvez plausível – porquê das causas do conflito.

Peguemos a defesa de Vladimir Putin: não fosse a iniciativa russa, a Ucrânia se tornaria a nova Cuba do século XXI, porém a favor dos americanos. Portanto, esse movimento se tornaria válido, evitando uma nova crise dos mísseis. Existe ainda quem reconheça a teoria da Heartland como ponto inicial de Putin para a guerra. Do ponto de vista ocidental, o conflito nada mais é do que um novo capítulo da série de investidas russas após a queda do muro de Berlim: os tempos de glória da finada União Soviética são a fonte de inspiração de um governo ditatorial que protagonizou a guerra civil chechena, o apoio à ditadura Síria, a invasão à Geórgia em 2008 e a invasão da Criméia em 2014.

Do ponto de vista financeiro, existe a tese de que guerras são catalisadoras de desenvolvimento e geração de empregos: juntamente à indústria farmacêutica, a indústria bélica emprega milhares de pessoas bem qualificadas ao redor do globo, gerando receitas na casa dos trilhões de dólares. Por outro lado, questiona-se a validade desse desenvolvimento do ponto de vista da economia mundial: do que vale gastar bilhões no desenvolvimento de armas de última geração, se essas mesmas armas gerarão bilhões de prejuízo direto ao explodir propriedade alheia e infligir sofrimento humano? Será mesmo esse o desenvolvimento da economia mundial e dos indivíduos que queremos? Tudo isso sem citar os efeitos indiretos, como aqueles do primeiro parágrafo.

Ao fim e ao cabo, conflitos armados internacionais só mostram as últimas consequências lógicas de se deixar o monopólio da violência na mão de poucos governantes. Os custos – financeiros, econômicos e humanos – sempre incidirão sobre a menor minoria que existe: o indivíduo.

Até a próxima semana!

Henrique Costa

Henrique Costa é engenheiro eletricista formado pela UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Atua no setor industrial e de energias renováveis há cerca de 10 anos. Entusiasta do mundo dos investimentos, aprendeu desde cedo que poupar e investir é um dos melhores caminhos para se atingir os objetivos da vida. No Regra dos Terços é autor da coluna “Pra que investir?”

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