O MST É COLORIDO

Olá querides companheiros e companheiras!

Quer dizer então que no MST (Movimento dos Sem Terra), também tem viaaaado e sapatão? A resposta é: claro que óbvio! kkkk.

Pode parecer meio estranho, mas quando falamos que estamos em todos os lugares é a mais pura verdade, e o apagamento LGBTQIA+ existe.

Existem muitos movimentos de inclusão social no Brasil que também tem como bandeira as causas da nossa comunidade e lutam por isso. Em meio à luta pela reforma agrária, pelo direito a terra, a diversidade, inclui também as várias formas de amor que coexistem no mundo, mas que são discriminadas e esquecidas.

Sabemos que o sistema capitalista oprime a diversidade de gênero de forma constante e criminosa. Por isso, lendo uma matéria da página do MST, me deparei com a pauta LGBTQIA+ e resolvi falar mais sobre isso aqui no “Além da Sigla”. A sociedade está cercada de pessoas com diferentes gêneros, sexualidade, orientação sexual e, portanto, é comum que todos nós estejamos engajados em movimentos que defendam o direito de existir e o direito à dignidade humana.

A militância traz à sociedade discussões que reposicionam as lutas, legitimando diversas outras pautas que até então apesar de existirem, ficavam em segundo plano e nem sempre andando em conjunto com outras “prioridades”. O direito básico de ter acesso à terra e construir novas relações humanas entre as pessoas, diversifica os campos de trabalho, traz um novo olhar para aqueles que vivem em conjunto com as diferenças e acima de tudo traz respeito às causas que vão além do direito de ter onde morar e existir.

O ser humano é composto de muitas reflexões e dimensões, portanto seria inviável pensar que uma luta inferioriza a outra. O mais importante é ressaltar que há espaço para todos, que não é preciso estar em um acampamento para ser a favor dos direitos dos sem-terra, como não é preciso ser LGBTQIA+ para lutar pelos seus direitos.

O Brasil ocupa o primeiro lugar nas Américas em quantidade de homicídios de pessoas LGBTs e é líder em assassinato de pessoas trans no mundo.

O que podemos comemorar então? A visibilidade dentro desses movimentos sociais é de grande importância pois além de trazer essas discussões para locais que não se alcançava, coloca uma comunidade inteira integrada em lutas que não eram consideradas de seu interesse. Como se Gays e lésbicas não pudessem lutar por reforma agrária, por dignidade, alimentação saudável e direito á terra. Leva os olhares das pessoas para um outro patamar e mostra que em qualquer local é local para se indignar contra a Lgbtfobia, todo local é local para dizer não ao estupro de travestis, ao preconceito velado e a quebra de direitos humanos que acontece com muito mais frequência do que se é noticiado.

O coletivo LGBTQIA+ do MST está engajado em vários estados, com ações de reconhecimento, com a criação de espaços físicos que nomeiam ou relembram colegas mortos por homofobia, trazendo a realidade dura que é ser LGBT no Brasil. É preciso que todos os movimentos sociais de luta não patriarcal estabeleçam essas diretrizes e abram espaços para que as vozes desses jovens sejam ouvidas. Não existe luta social se ela for segregada, se ela for condicionada e que olhe apenas para um lado. Fomentando diversos debates, reunindo novas ideias, estabelecendo essa discussão de inclusão e de existência, nós podemos chegar ainda muito longe, e logo teremos muito mais visibilidade e valor dentro das batalhas de resistência e perseverança. A bandeira vermelha do MST casou-se muito bem com o colorido da diversidade e com certeza terão muitos outros movimentos que darão essa importância de termos alimento no prato, terra e igualdade para todes.

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