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JUSTIÇA AUTORIZA QUEBRA DE SIGILO TELEFÔNICO DE CARLOS BOLSONARO; VEJA TODAS AS SUSPEITAS CONTRA O 01

JUSTIÇA AUTORIZA QUEBRA DE SIGILO TELEFÔNICO DE CARLOS BOLSONARO; VEJA TODAS AS SUSPEITAS CONTRA O 01
© Caio César/CMRJ/Direitos reservados

Nesta semana, o juiz da 1ª Vara Criminal Especializada do Tribunal de Justiça do Rio de Janeira (TJ-RJ), Marcello Rubioli, autorizou a quebra de sigilo telefônico do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e de 11 ex-assessores do parlamentar. Na decisão, o juiz alega que identificou “indícios rotundos de atividade criminosa em regime organizado” e que Carlos Bolsonaro é “citado diretamente como o chefe da organização”. 

A investigação ficará a cargo da 3ª Promotoria de Investigação Penal (PIP). Além do acesso aos registros de chamadas telefônicas realizadas e recebidas, os investigadores terão acesso aos dados cadastrais, conexão com o wi-fi e localização que os investigados utilizaram entre 2005 e 2019, período em que trabalharam na Câmara do Rio de Janeiro. 

Vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ). © Caio César/CMRJ/Direitos reservados

Dentre os investigados estão parentes da ex-esposa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e ex-chefe do gabinete de Carlos Bolsonaro entre 2001 e 2009, e membros da família Góes e Cruz Martins. Para o Rubioli, a investigação é necessária, pois as informações que serão levantadas com a apuração pode identificar o envolvimento de outras pessoas na suposta organização criminosa.

Mais suspeitas envolvendo Carlos Bolsonaro

Esta não é a primeira vez que o nome de Carlos Bolsonaro é citado em investigações por suposta participação em atividades ilícitas. Em 2019, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) iniciou investigações contra o vereador, suspeito de comandar o esquema criminoso de “rachadinha” e de empregar funcionários fantasmas. 

Segundo informações do jornal Nexo, os promotores do MP-RJ constataram entre os ex-assessores que integraram o gabinete do vereador entre 2001 e 2019, haviam pessoas que ocupavam cargos formais em outros lugares, o que é proibido pelo regimento interno da Casa. Ademais, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostrou que houve uma movimentação bancária no nome de Rogéria Bolsonaro, ex-mulher de Bolsonaro e mãe de Carlos, no montante de R$ 1,8 milhão. A investigação tramita em sigilo.

O vereador também é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi identificado como um dos articuladores do “gabinete do ódio” no Palácio do Planalto nas investigações do inquérito das fake news. A estrutura do gabinete é usada para criar calúnias, mentiras e atacar adversários políticos do governo nas redes sociais.

Wanessa Alves

Estudante de jornalismo na Universidade de Brasília (UnB) e estagiária no Regra dos Terços. 

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