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O vai e vem do dólar em 2022

O vai e vem do dólar em 2022
Dólar (Foto: Pixabay)

Olá querido leitor/querida leitora! Tudo bem com você? A atual queda do dólar tem surpreendido os analistas financeiros em pleno ano de eleições brasileiras. Será que o sonho de ir para a Disney poderá ser realizado esse ano? É sobre essa variável macroeconômica que discorreremos na coluna de hoje. Todas as minhas colunas anteriores podem ser acessadas nesse link aqui.

O conflito armado entre Rússia e Ucrânia está prestes a completar um mês, e sem dúvida tem sido o evento marcante para 2022 – quiçá para a segunda década do século XXI. Conforme discorremos em colunas passadas, a guerra era um evento considerado de baixa probabilidade de ocorrência; entretanto, o pior cenário se concretizou, trazendo alta volatilidade a um ambiente já combalido pela pandemia de Covid-19.

Em terras tupiniquins, o esperado era um ano de fortes emoções devido as eleições majoritárias, com a consequente manutenção de um câmbio acima de R$ 5,50, podendo beirar até mesmo R$ 6,00. E, de fato, esse era o cenário em janeiro. Com as tensões políticas aumentando de tom no leste europeu, de forma surpreendente o câmbio cedeu, tocando a banda inferior de R$ 5,00 no atual mês.

A explicação para esse fenômeno exige uma análise mais acurada, que leve em conta nosso país perante o jogo geopolítico atual. Vamos elencar alguns pontos para que o leitor consiga acompanhar nosso raciocínio:

  1. Os países do chamado BRICS, grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, são considerados emergentes de grande porte, alvo de investidores que apostam em maiores rendimentos para um maior nível de risco;
  2. Durante a pandemia de Covid-19, grandes investidores se desfizeram de posições nos países emergentes – Brasil incluso – buscando mercados mais maduros em prol de segurança;
  3. Durante 2021, vimos a intervenção do governo chinês em vários mercados internos – imobiliário, de tecnologia e de educação – o que freou o ímpeto do então crescente fluxo de capital externo;
  4. Nesse ano, a Rússia se tornou um país tóxico para qualquer capital estrangeiro, dado as sanções aplicadas por governos e empresas estrangeiras;
  5. Muitos investidores consideram a Índia um mercado já bem precificados dentre todos aqueles dos BRICS.

Como corolário, o Brasil é o novo “queridinho” do capital externo, dada a recuperação mundial da pandemia, bem como a impossibilidade de se investir em outros países emergentes de economia relevante. Como todo capital externo escoa através da entrada de dólares em nossas divisas, uma maior quantidade dessa moeda em circulação faz com que seu preço caia localmente.

Até a próxima semana!

Henrique Costa

Henrique Costa é engenheiro eletricista formado pela UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Atua no setor industrial e de energias renováveis há cerca de 10 anos. Entusiasta do mundo dos investimentos, aprendeu desde cedo que poupar e investir é um dos melhores caminhos para se atingir os objetivos da vida. No Regra dos Terços é autor da coluna “Pra que investir?”

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