ENTENDA O CASO ENVOLVENDO AS FORÇAS ARMADAS E O PRESIDENTE DA CPI DA PANDEMIA

Durante a última sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, que resultou na prisão do ex-secretário de logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, o senador e presidente da CPI, Omar Aziz (Dem-AM) disse que há tempo muito não via militares envolvidos em escândalos de corrupção. A afirmação não foi bem recebida por membros das Forças Armadas que se manifestaram por meio de nota.  

“Fazia muito tempo, fazia muitos anos que o Brasil não via membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatrua dentro do governo, fazia muitos anos”, disse Aziz se referindo a alguns militares. A declaração foi feita após o senador questionar o cargo de Roberto Dias nas Forças Armadas, o ex-secretário afirmou que foi sargento da Aeronáutica.

Presidente da CPI da Pandemia, Omar Aziz (Dem-AM). Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Após a fala de Aziz, o ministro de Estado da Defesa, Braga Netto, e os comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica publicaram uma nota repudiando a fala do senador que, segundo eles, generalizou o esquema de corrupção e desrespeitou militares das Forças Armadas. “Essa narrativa, afastada dos fatos, atinge as Forças Armadas de forma vil e leviana, tratando-se de uma acusação grave, infundada e, sobretudo, irresponsável”, diz a manifestação. 

Em entrevista à coluna da jornalista do O Globo, Bela Megale, membros da cúpula das Forças Armadas afirmaram que se a Comissão voltar a citar casos de corrupção entre militares a reação será mais dura, no entanto, eles não deram detalhes do que poderá acontecer. 

Ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), Aziz disse que a nota é desproporcional e uma tentativa de intimidar a Casa.  “Pode fazer 50 notas contra mim, só não me intimida. Porque, quando estão me intimidando, Vossa Excelência [Rodrigo Pacheco], estão intimidando esta Casa. Vossa excelência não se referiu à intimidação que foi feita”, declarou Aziz após pronunciamento de Pacheco sobre a nota.  

Por meio do perfil no Twitter, Aziz disse que estão distorcendo a fala dele e tentando intimidá-lo. “Não aceitarei! Não ataquei os militares brasileiros. Disse que a parte boa do Exército deve estar envergonhada com a pequena banda podre que mancha a história das forças armadas”, escreveu o senador. 

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