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ONU suspende Rússia do Conselho de Direitos Humanos, com abstenção do Brasil na votação

ONU suspende Rússia do Conselho de Direitos Humanos, com abstenção do Brasil na votação
United Nations Photo

Nesta quinta-feira (7), a Assembleia Geral das Nações Unidas suspendeu a Rússia do Conselho de Direitos Humanos por “violações e abusos grosseiros e sistemáticos por tropas russas na Ucrânia“. Com 93 votos a favor, 24 contrários e 58 abstenções, a Rússia tornou-se o segundo país a ser suspenso do Conselho da ONU. O primeiro país a ser expulso foi a Líbia, em 2011, devido aos atos de violência do líder Muammar Kadafi contra manifestantes opositores. A suspensão da Rússia é uma das demonstrações públicas de repúdio da ONU contra a invasão de Vladimir Putin à Ucrânia, que começou em 24 de fevereiro. 

A votação foi solicitada e liderada pelos Estados Unidos, que pediram a suspensão da Rússia do Conselho de Direitos Humanos da ONU depois que a Ucrânia acusou tropas russas de matar centenas de civis na cidade de Bucha. O Ministério da Defesa russo negou as acusações e rechaçou a acusação de crime de guerra. 

Ao optar por se abster da votação, o Brasil consolidou seu afastamento diplomático em relação às principais potências ocidentais, que votaram a favor da suspensão. Enquanto Estados Unidos e Europa acusaram a Rússia de crimes de guerra no Conselho de Segurança da ONU, o Brasil afirmou que as investigações sobre “eventuais massacres” na Ucrânia devem ocorrer sem que haja um “prejulgamento”. 

Em nota, o Itamaraty afirmou que “O Brasil decidiu se abster, pois acredita que a comissão deve completar a investigação para que as responsabilidades possam ser estabelecidas”. Segundo o embaixador Ronaldo Costa Filho, o governo brasileiro está “profundamente preocupado com as violações de direitos humanos na Ucrânia, inclusive na cidade de Bucha”, mas evitou acusar a Rússia.

Apesar da ofensiva dos países ocidentais, membros da própria ONU suspeitam que a China e outros países aliados da Rússia no Conselho de Segurança questionem a decisão, argumentando que os Estados Unidos não foram expulsos da ONU quando invadiram territórios estrangeiros no passado.

Letícia Fortes

Estudante de Jornalismo na PUCPR e estagiária do Regra. Escrevo para evidenciar e esclarecer assuntos que exigem nossa atenção, pois essa é minha forma de defender uma comunicação humanizada, acessível e engajada socialmente.

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