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Maior ação de combate à escravidão do Brasil resgata 337 pessoas

Maior ação de combate à escravidão do Brasil resgata 337 pessoas
Foto: Polícia Federal/ Divulgação

Em menos de um mês, a Operação Resgate 2 já liberou mais de 300 trabalhadores que viviam em situação análoga à escravidão. O resultado da ação que envolve vários órgãos públicos foi divulgado nesta quinta-feira (28), em coletiva de imprensa. A operação começou no dia 4 de julho e as fiscalizações foram distribuídas em 22 estados brasileiros e no Distrito Federal.

A ação é considerada a maior para o combate do trabalho análogo ao de escravo e o tráfico de pessoas na história do Brasil, com 337 pessoas resgatadas. Goiás e Minas Gerais foram os estados com mais pessoas salvas, sendo 170 resgates. Também teve trabalhadores resgatados em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Bahia, Pará, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Acre, Pernambuco, Ceará, Mato Grosso, Piauí, Paraíba e Rondônia. Os principais serviços eram colheita em geral, cultivo de café e criação de bovinos para corte.

Também foram resgatadas seis mulheres em trabalhos domésticos. Foram salvas, ainda, de condições análogas à escravidão cinco crianças e adolescentes e quatro cidadãos estrangeiros, do Paraguai e da Venezuela. E pelo menos 149 pessoas foram vítimas de tráfico de pessoas. 

Em comparação com a Operação Resgate 1, realizada em 2021 o número de resgatados esse ano é maior. Ao todo, ano passado foram 128 fiscalizações em 22 estados e no DF, e 136 trabalhadores em condições análogas às de escravo foram resgatados.

A operação deste ano contou com o Ministério Público Federal (MPF), a Subsecretaria de Inspeção do Trabalho, do Ministério do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho (MPT), Polícia Federal, Defensoria Pública da União (DPU) e Polícia Rodoviária Federal.

O aumento no resultado da Operação Resgate 2, segundo os órgãos que participaram da ação, aconteceu por conta do crescimento da vulnerabilidade social e deste ano ela ter durado quatro semanas, diferente do ano passado que ocorreu em apenas duas semanas.

“Crises econômicas, pandemias e outros adventos que possam aumentar a vulnerabilidade social [são] momentos em que todos os órgãos devem redobrar as atenções para evitar que haja um aumento deste tipo de crime” disse o subsecretário de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Previdência, Romulo Machado.

Desfecho da operação

Agora cada um dos trabalhadores liberados vão receber três parcelas do seguro-desemprego especial para trabalhador resgatado, no valor de um salário-mínimo cada. E os empregadores terão que pagar as verbas trabalhistas devidas que somam R$ 3,8 milhões, fora que eles ainda podem ser responsabilizados por danos morais individuais e coletivos, multas administrativas e ações criminais.

Denuncie

As Denúncias de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas de forma sigilosa no Sistema Ipê, da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), pelo Disque 100 ou pelo site do Ministério Público do Trabalho.

Rafaela Moreira

Jornalista, repórter do Regra dos Terços e diretora de programas de televisão na TV Band e na Rede Super.

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