Trabalho infantil e a tolerância da sociedade

* Denise Erthal de Almeida

Falar de trabalho infantil em pleno século XXI (no qual os avanços da tecnologia, ciência, educação e saúde são inúmeros) deveria ser uma questão antiquada, superada. No entanto, historicamente a exploração do trabalho infantil tem se mantido, uma vez que um dos seus determinantes é a pobreza. Tornou-se, inclusive, uma alternativa que muitas famílias encontram para sobreviver e está atrelada à exploração do próprio trabalhador adulto, decorrente da competitividade do mercado.

Na contemporaneidade, as crianças passaram a ocupar um espaço central nas famílias e na sociedade. São alvo de estudos e pesquisas para a promoção integral do seu desenvolvimento biopsicossocial, amparadas pelas famílias e protegidas pelas leis e pelo Estado. Este contexto, contudo, não envolve todas as crianças.

A Política Nacional de Saúde para a Erradicação do Trabalho Infantil considera trabalho infantil todas as atividades realizadas por crianças ou adolescentes que contribuem para a produção de bens ou serviços, incluindo atividades remuneradas, trabalho familiar e tarefas domésticas exclusivas, realizadas no próprio domicílio (OIT, 2014, p. 17).

Esta questão social grave é tolerada muitas vezes pela sociedade pelo reforço ideológico à cultura de que crianças e adolescentes representariam uma ameaça por não fazerem nada. Também, de que o trabalho precoce é uma alternativa para “tirá-las” das ruas e mantê-las “longe” das drogas. Além de negar as necessidades de desenvolvimento, trata o descanso e o lazer como algo perverso e mal, que deve ser combatido com o trabalho. Trabalho este que passa a ser desenvolvido nas ruas ou em condições ilegais, perigosas, penosas e insalubres.

O dia 12 de junho foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Infantil para reforçar o direito da criança de ser amparada pela família. Se esta se torna incapaz de cumprir essa obrigação, cabe ao Estado apoiá-la, não às crianças. O custo de alçar uma criança ao papel de “arrimo de família” representa expô-la a danos físicos, intelectuais e emocionais. Paga-se um preço altíssimo, não só para as crianças como para o conjunto da sociedade, ao privá-las de uma infância. (OIT, 2001, p.16).


Autora: Denise Erthal de Almeida é assistente social, mestre em Responsabilidade e Prática Gerencial e coordenadora do Curso Tecnológico de Gestão de Organizações do Terceiro Setor do Centro Universitário Internacional Uninter. 


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Curso preparatório gratuito para o Enem

O Enem 2019 já tem datas marcadas: acontece nos dias 3 e 10 de novembro. Para quem quer se preparar, mas não tem tempo e nem dinheiro para investir em aulas extras e cursos particulares, há a opção do Pré-Enem a Distância Uninter. Trata-se de um curso preparatório completo e gratuito disponível para estudantes de todo o Brasil.

“O aluno pode estudar no ritmo que quiser e onde estiver as disciplinas contempladas na prova, bem como conteúdos cobrados nas edições anteriores, além de contar com aulões de reforço, tutoria on-line e até simulados comentados”, explica o coordenador e idealizador do curso, Marlus Geronasso.

O projeto, que é uma parceria do Centro Universitário Internacional Uninter com o Eureka, chega ao sexto ano com material atualizado, cerca de 350 videoaulas e aulões de redação presenciais e on-line.

No dia 3 de novembro serão aplicadas no Enem as provas de “Linguagens, Códigos e suas Tecnologias”, “Redação” e “Ciências Humanas e suas Tecnologias”; e, no dia 10, “Ciências da Natureza e suas Tecnologias” e “Matemática e suas Tecnologias”. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mais de cinco milhões de pessoas vão participar do exame.

Mais informações e inscrições estão disponíveis no site https://www.uninter.com/enem/.

Como mediar conflitos nas escolas

*Diego Oliveira de Lima

Mediar um conflito de forma positiva, restaurando os sentimentos e as emoções usando modelos não punitivos responsabilizando os envolvidos. Esses são alguns dos objetivos das Práticas Restaurativas que se consolidam como um conjunto de valores, atitudes e comportamentos que rejeitam a violência e previnem os conflitos para resolver os problemas por meio de diálogo e da negociação entre as pessoas, grupos, instituições ou nações.

As Práticas Restaurativas têm sua origem na Justiça Restaurativa, que desde a década de 1970 vem se expandindo por diversas países, como Canadá, Nova Zelândia, África, Reino Unido, Estados Unidos e, desde de 2005, no Brasil. Essas práticas promovem a conexão em sala de aula e podem ser utilizadas para lidar com situações de conflitos, violência física e verbal, Bullying e diversas situações indesejadas no ambiente escolar.

Os processos atuais não respondem as necessidades de diminuição do problema da violência, seja ela ocorrida no âmbito escolar, familiar, no ambiente de trabalho e em espaços públicos e privados. O Atlas da Violência 2018 revela dados surpreendentes: “Segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde (SIM/MS), em 2016 houve 62.517 homicídios no Brasil. Isso implica dizer que, pela primeira vez na história, o País superou o patamar de trinta mortes por 100 mil habitantes (taxa igual a 30,3). Esse número de casos consolida uma mudança de patamar nesse indicador (na ordem de 60 mil a 65 mil casos por ano) e se distancia das 50 mil a 58 mil mortes, ocorridas entre 2008 e 2013”, o que revela um crescente significativo no problema da violência no País.

O ambiente escolar, por exemplo, sendo um lugar onde diferentes pessoas e culturas se encontram, mas nem sempre se conectam, enfrenta desafios. Desta forma, o diálogo entre alunos e professores pode promover e consolidar uma cultura da paz nesse local. Em sala de aula as metodologias restaurativas podem ser realizadas por meio de círculos de diálogos, de negociação e de estudos, pela mediação por pares e outras estratégias restaurativas que envolvem dinâmicas de grupos, e atividades desenvolvidas tendo como elemento central as necessidades dos alunos, professores, pais e colaboradores.

Os esforços devem ser feitos para uma formação continuada dos professores nas escolas de modo que esta, se tornem um ponto não apenas de transmissão e aquisição de conhecimentos, mas de vivências e disseminação de uma cultura capaz de responder os problemas emergentes da violência na sociedade contemporânea.

Nesse sentido, as Escolas Sociais do Grupo Marista, que atendem gratuitamente mais de 7,5 mil crianças e adolescentes em áreas de vulnerabilidade social nos Estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul, trabalham não apenas a técnica, mas uma nova cultura e paradigma no campo da formação docente e de um currículo escolar humanizado e disseminador da cultura da paz. Muitas tecnologias também fazem parte da estratégia, sendo elementos importantes nos espaços vulneráveis. Os resultados são um bom relacionamento e um clima escolar que interferem diretamente na aprendizagem dos conteúdos escolares e na vivência dos valores humanos.

O objetivo é que no futuro tenhamos comunidades educativas capazes de mediar conflitos e tensões, reparar danos, construir relacionamentos menos violentos e ainda mais seguros dentro do ambiente escolar de maneira autônoma e responsáveis.


*Diego Oliveira de Lima é Coordenador Educacional de segmento das Escolas Sociais do Grupo Marista. Pedagogo, filósofo, especialista em Filosofia antiga e mestrando em Direitos Humanos e Políticas Públicas pela PUCPR. 


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Ministério Público do PR mostra as “portas de entrada” ao sistema de justiça

Quando a população necessita buscar a justiça para garantir seus direitos, muitas vezes surgem dúvidas sobre qual o caminho a seguir. Ministério Público, Defensoria Pública, advogados, Poder Judiciário, Município, enfim qual é o órgão a ser procurado? Continue reading “Ministério Público do PR mostra as “portas de entrada” ao sistema de justiça”

É possível ser feliz em meio as tempestades

Tempestade no mar interno

É difícil se sentir em paz. Encontrar o seu lugar no mundo. Olhar pra dentro e ver a si mesmo de maneira a contentar-se com a imagem que ali está. Eu sei que é, te entendo. A mente muitas vezes trabalha a mil por hora, não permitindo que encontremos a paz, a calmaria que nossa alma tanto clama. Tô sabendo que é foda. Mas se tem algo que também sei, é que encontrar em si a base para respirar tranquilo e ficar em paz com a imagem que vê em frente ao reflexo interno da alma é possível. Continue reading “Tempestade no mar interno”

LIVE #002 – COMUNICAÇÃO: a CATAPULTA profissional

A comunicação pode te catapultar para outro patamar profissional. Mas a catapulta tem um problema, tudo que sobe nela, uma hora cai. Descubra como fugir desse problema!

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batman

Nem todo mundo quer SER O BATMAN!

Quando ainda estava na faculdade tive que apresentar um trabalho sobre violência no desenho. No meio da apresentação eu soltei a frase: “O Batman é forte, milionário, tem influência política… Todo mundo quer ser o Batman”. Essa frase infeliz fez eu perder 25% da nota do trabalho. Continue reading “Nem todo mundo quer SER O BATMAN!”

O que BOLSONARO e LULA tem em COMUM?

Bolsonaro e Lula tem pelo menos um ponto em comum que é inegável: ambos sabem com quem eles querem se comunicar. Relembre as peças publicitárias de Bolsonaro, os discursos do Lula e você verá que ali existe um público alvo muito bem pré-definido. Saber com quem você quer falar é um ponto básico para que sua comunicação obtenha sucesso.

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