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Palmeiras x Cerro Porteño: em novo caso de racismo, torcedor imita macaco

Palmeiras x Cerro Porteño: em novo caso de racismo, torcedor imita macaco
Torcedor do Cerro Porteño imitando macaco contra torcida do Palmeiras (Foto: Reprodução)

Um novo caso de racismo foi registrado nos campos de futebol. Na última quarta-feira (29), um torcedor do Cerro Porteño imitou um macaco em direção à torcida do Palmeiras. A partida aconteceu em Assunção, no Paraguai, e o time brasileiro derrotou o adversário por 3 a 0.

Este já é o segundo caso, somente nesta semana, de atos racistas na Copa Libertadores. O primeiro aconteceu na terça-feira (28), quando quatro torcedores do Boca Juniors foram detidos na Neo Química Arena por atos racistas no jogo contra o Corinthians, um deles, fez um gesto nazista e os outros imitaram macacos.

O timão publicou uma nota repudiando “veementemente os atos racistas que envolveram torcedores argentinos”. “Estes comportamentos não serão tolerados. (…) Fiel à sua história de luta, o Corinthians procederá novamente às queixas cabíveis – o que faremos sempre, até que não seja mais necessário”, diz a nota do clube.

O Palmeiras se manifestou sobre o caso de quarta e repudiou o ato racista. “A Sociedade Esportiva Palmeiras vem novamente a público repudiar as manifestações racistas praticadas contra a nossa torcida em um jogo da Libertadores. Não podemos aceitar que cenas como essas se tornem rotineiras durante a disputa do mais importante torneio de clubes da América do Sul. Esperamos que as autoridades tomem as providências necessárias para coibir esse crime. É hora de darmos um basta à discriminação!”, afirma o clube em nota.

Racismo no futebol tem aumentado

Tem aumentado o número de casos de racismo no futebol sul-americano. Levantamento do Observatório Racial do Futebol, encomendado pela CNN Brasil, divulgado em maio deste ano, mostra que os estádios da América do Sul registraram um recorde de casos de injúria racial em 2022.

Os dados analisam apenas as competições da Conmebol, ou seja, Copa Sul-Americana e Libertadores. Os dados mostram que somente até o dia 18 de maio, já havia sido registrado nove casos de injúria racial e em todos os episódios os brasileiros foram os alvos.

O artigo 17 da Conmebol afirma que qualquer “Associação Membro ou clube cujos torcedores insultem ou atentem contra a dignidade humana de outra pessoa ou grupo de pessoas, por qualquer meio, por motivos de cor de pele, raça, sexo ou orientação sexual, etnia, idioma, credo ou origem, será sancionada com uma multa mínima de cem mil dólares americanos (USD 100.000). Da mesma forma, o Órgão Judicial competente poderá impor a sanção de jogar um ou vários jogos à porta fechada ou o fechamento parcial do estádio”.

Para além do esporte, a legislação brasileira prevê, Este tipo de preconceito é tipificado na lei do racismo, que no artigo 140, inciso 3º, do Código Penal, estabelece uma pena de um a três anos de prisão, além de multa, para injúrias motivadas por “elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem, ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”.

Erick Mota

Jornalista com passagem em grandes veículos de comunicação, como RICTV Record e Congresso em Foco. Foi repórter de rede da Band, Bandnews TV e rádio BandNews FM, em Brasília. Fundador do Regra dos Terços, é host do Podcast Distraídos.

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