RACISMO ESTRUTURAL: UM PAPO DO AVESSO COM CAUANE MAIA

Ao chegar em Santa Catarina, a pesquisadora, mestre e doutoranda em antropologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Cauane Maia, percebeu que os questionamentos dos moradores sulistas sobre a sua origem eram motivados não pelo sotaque baiano, mas sim por ela ser negra. Esse é um dos fatores que revela o racismo estrutural no Brasil. No Papo do Avesso desta semana, Cauane Maia conversa com Eline Carrano e Kelli Kadanus sobre esse tema, tão complexo e tão urgente em um país tão racista como o nosso.

O projeto de pesquisa de Cauane Maia resultou no livro “Vozes negras em Florianópolis: escrevivências antropológicas do Morro das Mulheres”. A obra é fruto das pesquisas para o mestrado em antropologia feito pela Cauane, que compartilha vídeos no YouTube sobre literatura. 

Em paralelo às pesquisas acadêmicas, a Cauane Maia também é integrante do grupo artístico Cores de Aidê, colunista e membro do conselho editorial do Portal Catarinas, é apaixonada por literatura e tem feio uma imersão nos autores e autoras do continente africano e da diáspora. 

No Papo do Avesso, Cauane, Eline e Kelli conversam de forma leve e extrovertida sobre o racismo estrutural, contam histórias e dividem dúvidas e situações inusitadas.

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O Papo do Avesso é o podcast oficial da página Sonhos do Avesso, que nasceu de dois corações e um amor em comum: escrever. Dois corações jornalistas, nascidos em 91 e que só queriam um espaço para poder se abrir. Essa iniciativa é uma vontade que, inicialmente, parece simples. Mas só quem escreve sabe como isso pode ser essencial na vida.

Então, o Sonhos do Avesso nasceu, deu alguns frutos, mas precisou ficar ali, paradinho por um tempo. Porque como a vida é ciclo, e às vezes nos pede outras prioridades, há sonhos que precisam esperar. Há avessos que ficam para depois.

E ele esperou.

Só que aí, esses dois corações conversaram e chegaram à conclusão em comum de que era hora de voltar. E o Sonhos do Avesso voltou. Bem diferente, ele cresceu.

Agora ele fala de outras coisas, ele indaga a vida de outra forma, olha diferente para o passado, fala de futuros possíveis. Ele vai falar a sua língua e, talvez, seja você quem fale com ele. Ele pode falar outras línguas, mas você é bem-vindo para desfrutar do nosso espaço.

Tudo vai depender da estação, do clima, dos corações que estão escrevendo. E esses corações costumam ter vontades em comum e outras vezes totalmente contrárias. Tem dias que é só sonho, tem dias que é só avesso, tem dias que é os dois. Senta com a gente, toma um café. Vai que você conta para nós o seu sonho? Vai que você descobre que o avesso era seu lado certo? A gente vai adorar te receber na nossa casa.

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