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PAULO GUEDES É ALVO DE NOTÍCIA-CRIME APÓS LUCRAR MILHÕES COM DÓLARES EM PARAÍSO FISCAL

PAULO GUEDES É ALVO DE NOTÍCIA-CRIME APÓS LUCRAR MILHÕES COM DÓLARES EM PARAÍSO FISCAL
Ministro de Estado da Economia, Paulo Guedes. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, é alvo de uma notícia-crime apresentada pelo senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP). Na denúncia o parlamentar ressalta as “possíveis ilegalidades” cometidas pelo ministro do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), ao manter investimentos milionários em paraísos fiscais.

Segundo Randolfe, o ministro pode ter cometido crimes de conflito de interesse, improbidade administrativa, prejuízo ao Erário e ainda violação ao Código de Conduta da Alta Administração Federal.

“A conduta, porém, pode não se resumir à esfera de responsabilização meramente civil e administrativa. Diz-se isso porque, em um exercício de leitura crítica dos fatos à luz das normas do Código Penal, é possível se cogitar de eventual cometimento dos crimes de peculato (art. 312), corrupção passiva (art. 317), prevaricação (art. 319), advocacia administrativa (art. 321) e violação de sigilo funcional (art. 325), sempre com o aumento de pena instituído pelo § 2º do art. 327 do do Código”, diz o senador no pedido encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Além de Guedes, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, também é alvo do pedido, sob a mesma acusação. Para o senador, é necessário que o STF encaminhe o pedido ao Procurador-Geral da República (PGR), para que ele avalie a necessidade de abrir “investigação preliminar, consequente instauração de inquérito e eventual posterior denúncia com vistas à persecução criminal ou demais procedimentos cabíveis em face do Sr. Paulo Roberto Nunes Guedes, brasileiro, Ministro de Estado da Economia, e do Sr. Roberto de Oliveira Campos Neto, Presidente do Banco Central do Brasil”.

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Ministro de Estado da Economia, Paulo Guedes. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

CPI do enriquecimento ilícito

Também com o intuito de aprofundar as investigações sobre possíveis crimes cometidos pelos homens que regem a política monetária do país e que, ao mesmo tempo, lucram com a desvalorização do real ao investir em dólar, a bancada do PSOL na Câmara dos Deputados, por meio de sua líder Talíria Petrone (RJ), vai começar hoje a coletar assinaturas para abertura uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigue as empresas do ministro da Economia, Paulo Guedes, em paraísos fiscais, as chamadas “offshores”.

Reportagem que denuncia a existência de empresas “offshore” no nome do ministro Paulo Guedes e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, foi divulgada neste domingo (3), através do consórcio de jornalistas que investiga os Panama Papers, conjunto de 11,5 milhões de documentos confidenciais.

O partido ressaltou através de nota, que o Código de Conduta da Alta Administração Federal proíbe, em seu artigo 5º, “investimento em bens cujo valor ou cotação possa ser afetado por decisão ou política governamental a respeito da qual a autoridade pública tenha informações privilegiadas”.

Leia também: Lucrando milhões com a deterioração do real, Guedes defende alta do dólar

Panama Papers

“Quando assumiu o Ministério da Economia, Paulo Guedes tinha investido em dólar nas Ilhas Virgens o equivalente a R$ 37 milhões, hoje, depois de muitas crises e falas que geraram abalos no mercado o ministro viu sua fortuna crescer mais R$ 14,5 milhões, chegando a R$ 51,5 milhões.

A revelação aconteceu através do projeto do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), que teve acesso a 11,9 milhões de documentos sobre companhias sediadas em paraísos fiscais, batizada de “Pandora Papers” e publicada pela revista Piauí, pela Agência Pública e pelos sites Poder360 e Metrópoles.

Erick Mota

Jornalista com passagem em grandes veículos de comunicação, como RICTV Record, Gazeta do Povo e Congresso em Foco. Atualmente é repórter de rede da Band e Bandnews TV em Brasília. Fundador do Regra dos Terços

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