PESQUISA APONTA QUEDA DE APROVAÇÃO DE BOLSONARO E LULA ELEITO EM PRIMEIRO TURNO

Um levantamento da Confederação Nacional de Transportes (CNT) e do Instituto MDA de Pesquisa, divulgada nesta segunda-feira (5) revelou que a reprovação ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) bateu recordes desde janeiro de 2019.

O aumento de desaprovação ao presidente da República cresceu 12% em relação a 2020, chegando a 63%. Em fevereiro de 2021, Bolsonaro era desaprovado por 51% dos entrevistados. Em fevereiro do primeiro ano de posse, em 2019, o presidente tinha números favoráveis, sendo 57% de aprovação e 28% de desaprovação. 2002 pessoas foram ouvidas presencialmente entre os dias 1 e 3 de julho, em 137 cidades de 25 Unidades da Federação, com variações de 2.2 ponto percentual e confiabilidade de 95%.

Lula eleito em primeiro turno

A pesquisa também mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é líder nas pesquisas eleitorais neste momento. Na corrida presidencial, Lula seria eleito em primeiro turno, com 49% dos votos, excluindo os que não souberam ou não opinaram se a eleição fosse hoje. Bolsonaro tem a preferência de 28% do eleitorado e Ciro Gomes (PDT) aparece no ranking com 7% dos votos, junto do ex-ministro Sérgio Moro (sem partido).

Por sua vez, João Dória (PSDB), governador de São Paulo, aparece em quarto lugar com 3%.

Em casos de inclusão dos percentuais de outras opções de voto, branco/nulo seriam de 8,6%, indecisos 7,8%, Lula 41,3%, Bolsonaro 26,6%, Ciro Gomes 5,9%, Moro 5,9%, Dória 2,1 e Henrique Mandetta com 1,8%.

Segundo turno

Em caso de um possível segundo turno, Lula ainda aparece na frente de Bolsonaro com 52,6% dos votos. Dória também perderia por 51,9% a 18,1%.

Bolsonaro é acusado de 23 crimes e alvo de superpedido de impeachment

Partidos e movimentos da sociedade civil protocolaram, no último dia 30, mais um pedido de impeachment do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (sem partido) na Câmara dos Deputados. Essa é uma ampla articulação que gerou o super pedido de impeachment, com todos os crimes cometidos por Bolsonaro desde sua posse, no dia 1º de janeiro de 2019. Até agora, já foram registrados mais de 120 pedidos de impeachment na Câmara. 

O peso político desse pedido carrega a pressão da sociedade que se mobilizou em dois grandes atos pelo impeachment do presidente que aconteceram no dia 29 de maio e no dia 19 de junho de 2021. O pedido atual também acusa Bolsonaro de prevaricação no escândalo da compra da vacina Covaxin e também é o primeiro assinado por movimentos sociais depois da realização dos protestos.

O chamado “superpedido” foi redigido por uma comissão de juristas que analisaram e consolidaram os argumentos que solicitam o impeachment e que reúne muitos signatários nas acusações de 23 crimes de responsabilidade. No entanto, os grandes partidos de centro-direita não estão inclusos nesse pedido, como PSDB, MDB e PSD. Os organizadores dessas denúncias reconheceram não ter neste momento os votos necessários da Câmara dos Deputados para a retirada de Bolsonaro da presidência da República, mas a estratégia dos signatários é seguir organizando os atos de rua para pressionar outros setores sociais e parlamentares a aderirem à causa e torcer para que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia amplie o desgaste do governo.

Segundo dados levantados pela Agência Pública, Bolsonaro é o presidente que mais sofreu pedidos de impeachment no Brasil, sendo este de quarta-feira o 123º. Dilma Rousseff sofreu 68 pedidos, Luiz Inácio Lula da Silva, 37, Michel Temer, 31, e Fernando Henrique Cardoso, 24.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: