POLÍCIA FEDERAL CUMPRE 77 MANDADOS PARA REPRIMIR CONFLITOS EM TERRAS INDÍGENAS NO RIO GRANDE DO SUL

A Polícia Federal (PF) realizou nesta quinta-feira (1) a operação Guerra e Paz, para coibir conflito indígena e investigar crimes ocorridos no ano 2021 na Reserva Indígena do Carreteiro, situada no Município de Água Santa, no Rio Grande do Sul. Segundo a PF, são investigados os crimes de homicídio, constituição de milícia privada, lesões corporais, ameaças, vias de fato, incêndio criminoso, entre outros.

Participam da ação, 200 policiais federais, 130 policiais militares, 16 policiais civis, agentes da SUSEPE e integrantes do Corpo de Bombeiros, que cumprem 28 mandados de prisão preventiva e 49 de busca e apreensão, nos municípios de Água Santa, Tapejara, Ibiaçá, Santa Cecília do Sul, Getúlio Vargas, Erebango e Passo Fundo.

Foto: Divulgação/PF

A primeira fase da Operação Guerra e Paz, denominada Operação Carreteiro, foi deflagrada em setembro do ano passado e prendeu 21 indígenas e cumpriu 30 mandados de busca e apreensão, em virtude de intensos conflitos travados entre grupos rivais na disputa pelo poder no interior da reserva indígena. A investigação da primeira fase resultou no indiciamento de 31 indígenas pelos crimes de constituição de milícia privada e de constrangimento ilegal.

A PF afirma que, no final de 2020, os indígenas que haviam sido presos na primeira fase da operação obtiveram a liberdade e passaram a rearticular forças para tentar retomar o poder na terra indígena. A partir de janeiro, os conflitos se intensificaram, com inúmeras tentativas de homicídio em confronto entre os grupos rivais, culminando com a morte de um indígena no dia 31 de janeiro, por disparo de arma de fogo.

“As prisões e as buscas realizadas com a deflagração da Operação Guerra e Paz têm por objetivo fazer cessar a violência, trazendo tranquilidade e paz para a comunidade indígena e para os moradores do município de Água Santa, bem como coletar informações e provas que auxiliem na identificação dos autores e partícipes dos crimes”, diz a Polícia Federal, em nota.

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