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POLÍCIA FEDERAL LANÇA PROJETO DE COMBATE CONTRA TRÁFICO DE PESSOAS

POLÍCIA FEDERAL LANÇA PROJETO DE COMBATE CONTRA TRÁFICO DE PESSOAS

A Polícia Federal (PF) lançou nesta quinta-feira (29) o projeto Voo Livre, em comemoração ao Dia Mundial e Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, na intenção de intensificar a atuação do órgão no combate aos crimes contra os Direitos Humanos em aeroportos do país.

O projeto tem como objetivo construir uma parceria com empresas aéreas e fornecer aos aeroportuários e tripulantes conceitos, informações e outros elementos básicos que permitam um olhar diferente na hora de identificar, suspeitar e encaminhar as situações de possível crime de tráfico de pessoas em aeroportos para a investigação policial.

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Serão oferecidos webnários e treinamentos com a participação de policiais federais especialistas no tema. Os cursos devem ser ministrados nos recursos humanos das empresas aéreas, focando na dinâmica de identificação de possíveis casos criminosos durante o check-in, no embarque a bordo das aeronaves e no desembarque.

A LATAM já confirmou que será a primeira empresa que passará pelo treinamento. A empresa aérea conta com uma política interna de assistência às vítimas de tráfico, fornecendo passagens aéreas aos resgatados que não têm condições de voltar para casa.

Tráfico de pessoas tem alta nos últimos anos

No Brasil, a cada três dias, uma pessoa é presa pela Polícia Federal por crimes contra os Direitos Humanos e a cada 2,5 dias, uma vítima desses crimes é resgatada. As Nações Unidas revelaram, em pesquisas divulgadas em fevereiro deste ano, que o número de crianças traficadas no mundo chega a cerca de 50 mil. As vítimas foram detectadas e denunciadas em 148 países em 2018. Contudo, o número real pode ser muito maior, devido a natureza oculta desses tipo de crime.

As vítimas femininas ainda são os alvos principais, representando quase metade das vítimas identificadas em nível global são mulheres adultas e 20%, meninas. Outros 20% são homens adultos e 15%, meninos. Nos últimos 15 anos esses números aumentaram e mudaram de perfil. A proporção de mulheres adultas caiu de mais de 70% para menos da metade. Já o número de crianças aumentou. A alta foi de cerca de 10% para mais de 30%.  

A proporção masculina quase dobrou no mesmo tempo, indo de 10% para 20%, sendo metade das vítimas detectadas em situação de tráfico sexual, 38% para trabalhos escravos e 6% para envolvimento em atividades criminosas forçadas.

Eline Carrano

Jornalista por profissão, cronista por opção e neta coruja. Escrevo porque preciso justificar as ansiedades que o tarja-preta não dá conta.

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