POLÍCIA FEDERAL QUER INCLUIR LUIS RICARDO MIRANDA NO PROGRAMA DE PROTEÇÃO A TESTEMUNHAS

A Polícia Federal (PF) entrou em contato com o servidor do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda, nesta terça-feira (30), para que o servidor seja incluso no programa federal de proteção a testemunhas. Miranda denunciou pressões para a assinatura do contrato da vacina indiana, Covaxin.

Luis foi chamado para uma reunião na PF para elaborar os termos de sua possível inclusão no programa. A PF também começou a analisar o pedido feito pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para abertura de uma investigação contra o deputado Luís Miranda (DEM-DF), irmão do servidor.

JEFFERSON RUDY/AGÊNCIA SENADO

A justificativa da investigação seria devido a denúncia do deputado sobre possíveis irregularidades envolvendo a Covaxin.

Na última sexta-feira (26), em depoimento à CPI da Pandemia, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), e seu irmão, o servidor do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda, esclareceram sobre os apontamentos que fizeram de irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin. Luis Miranda relatou que informou ao presidente Bolsonaro, durante uma reunião, as possíveis irregularidades Ministério da Saúde e que o presidente teria afirmado que sabia do envolvimento do deputado Ricardo Barros (PP-RR), líder do governo na Câmara, e que iria alertar a Polícia Federal, mas não o fez.

Ministério da Saúde suspende negociações de Covaxin

Depois das polêmicas envolvendo a Covaxin, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, decidiu nesta terça-feira (29) suspender a negociação que era intermediada pela farmacêutica brasileira Precisa Medicamentos. Em entrevista à CNN, Queiroga afirmou que “não é mais oportuno importar as vacinas neste momento”.

O contrato para a aquisição das vacinas Covaxin foi assinado em fevereiro, prevendo a importação de 20 milhões de doses do imunizante. Porém, as doses nunca chegaram ao Brasil, já que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) negou os pedidos de importação do imunizante, que não atendia aos critérios técnicos.

Covaxin pode ter sido superfaturada

Em depoimento no último dia 25 à CPI da Covid, os irmãos Miranda esclareceram sobre os apontamentos que fizeram de irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin.

Segundo relatos coletados pela CPI da Pandemia, Bolsonaro teria sido alertado pessoalmente sobre essas irregularidades que, segundo as informações reunidas, podem ser encontradas no contrato para a entrega de 20 milhões de doses da Covaxin no valor de R$1,6 bilhão.

A dose foi negociada por US$ 15, preço maior ao da negociação de outras vacinas no mercado, por exemplo, da Pfizer. O deputado ainda denunciou à CPI a pressão da pasta para favorecimento da Precisa Medicamentos, representante da desenvolvedora da vacina, Barath Biontech, no Brasil.

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