AS MUDANÇAS POLÍTICAS E OS INVESTIMENTOS

Olá querido leitor/querida leitora! Como tem estado? Espero que bem e com saúde. O noticiário das últimas semanas tem sido cada vez mais benigno em relação à pandemia de Covid-19 que assolou todo o mundo, e começamos a enxergar uma luz no fim desse longo túnel que todos nós passamos. Entretanto, nosso tema de hoje não está diretamente relacionado à saúde pública, mas sim a outro aspecto que afeta – muito – os investimentos da pessoa física: o vai-e-vem político de Brasília. Você sempre poderá conferir minhas colunas anteriores nesse link aqui.

Cada pessoa valora de uma maneira os assuntos políticos, mas um ponto é inegável: a política afeta – e sempre afetará – a situação econômica de um país, e, por consequência, a cada indivíduo da sociedade. Devido à extrema centralização de poder na capital federal desde a constituição de 1989, decisões tomadas por um dos três poderes podem gerar grandes reviravoltas nos mercados produtivos espalhados por todo Brasil. Quer um exemplo?

Não é preciso ter nenhuma especialização em direito para acessar a carta magna brasileira. Em poucos minutos, o leitor/a leitora poderá chegar ao artigo 7º do documento, que versa sobre direitos trabalhistas. Imagine que, em uma situação hipotética, o congresso nacional aprove uma PEC – Proposta da Emenda à Constituição – que vete a totalidade desse artigo, extinguindo, por exemplo seguro-desemprego, piso salarial, aviso prévio, dentre outros. O quanto essa decisão afetaria no fluxo de despesas de empresas, e de receitas para os indivíduos? Será que tal decisão afetaria a bolsa de valores ou outros índices econômicos? Não há sombra de dúvidas que sim.

Ainda que o exemplo tenha sido hipotético e pouco provável, uma extrapolação simples levaria à conclusão de que poucas decisões a nível federal afetam imensamente vários atores econômicos, sejam grandes ou pequenos, como o investidor pessoa física. Não precisamos ir muito longe: duas semanas atrás, discorremos sobre a proposta de reforma tributária enviada pelo governo federal ao congresso, contendo itens controversos como a tributação de dividendos e rendimentos dos Fundos de Investimento Imobiliários – os FII’s.

E como se proteger desse risco? Nunca será possível mitigar cem por cento, mas ter parte da sua carteira em ativos descorrelacionados aos ventos políticos do planalto central, tais como ouro, metais preciosos, moedas estrangeiras ou mesmo criptoativos, podem lhe poupar alguma dor de cabeça ao pensar nos seus investimentos durante uma visita à seção de política do noticiário.

Até a próxima semana!

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: