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A MAGIA DOS JUROS COMPOSTOS – OU PORQUE NÃO COMPREENDEMOS DIREITO CURVAS EXPONENCIAIS

A MAGIA DOS JUROS COMPOSTOS – OU PORQUE NÃO COMPREENDEMOS DIREITO CURVAS EXPONENCIAIS

Olá querido leitor/querida leitora! Tudo bem com você? Por incrível que pareça, logo entraremos no último trimestre de 2021, com o papai Noel e as festividades de fim de ano à nossa espreita pelo buraco da fechadura. Aparentemente, esse ano voou e nem percebemos direito – e por falar em percepção, versaremos na coluna de hoje sobre como a cabeça de nós, seres humanos, falha ao comparar evoluções lineares, como o passar dos dias, e evoluções não lineares, como as que acontecem nos investimentos. Todas as minhas colunas anteriores podem ser acessadas nesse link aqui.

Para entendermos melhor alguns conceitos, convido o leitor/a leitora a voltar alguns anos atrás, para as aulas do ensino fundamental. Naquele tempo, em alguma aula de matemática, seu professor deve ter lhe explicado sobre progressões – ou funções – lineares e progressões geométricas. Em funções lineares – como as desse link aqui –, um determinado valor evolui ao longo do tempo com a soma constante de um número. A sequência 2, 4, 6, 8, 10… é resultado de uma função linear. Fácil, não?

Por outro lado, as progressões geométricas evoluem com a multiplicação de um determinado número aos termos anteriores. As funções, ou curvas, exponenciais do título de nossa coluna são um tipo de progressão geométrica. Um dos exemplos mais clássicos é a função f(x) = 2x. A princípio, esse conjunto de números e letras parece tão ingênuo, mas, conforme a lenda da invenção do xadrez nos mostra, os resultados dessa função para números além de poucas dezenas é colossal, difícil de compreendermos em nossas cabeças lineares.

E o que, afinal de contas, a matéria do ensino fundamental tem a ver com investimentos? Ora, tudo! A descoberta da matemática é muito recente para o homo sapiens, e nosso cérebro primitivo ainda não aprendeu a lidar bem com imprevisibilidade ou grandes saltos numéricos. Todos queremos o conforto da constância, mínimo de perdas e ganho certo – isso não se parece com a poupança e a renda fixa? –, e nada de grandes mudanças ou saltos negativos de rentabilidade – já conseguiu digerir o -4% do IFIX de agosto?

Compreender que a evolução do seu patrimônio não se dará de forma linear, com a possibilidade de dias – ou meses – de rentabilidade negativa, podendo ser recuperada em um piscar de olhos, lhe tornará um melhor investidor. Adicionalmente, lembre-se que aportes constantes em seus investimentos lhe proporcionarão testemunhar a magia dos juros compostos, um dos mais felizes exemplos de progressão geométrica que uma pessoa pode vivenciar.

Até a próxima semana!

Henrique Costa

Henrique Costa é engenheiro eletricista formado pela UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Atua no setor industrial e de energias renováveis há cerca de 10 anos. Entusiasta do mundo dos investimentos, aprendeu desde cedo que poupar e investir é um dos melhores caminhos para se atingir os objetivos da vida. No Regra dos Terços é autor da coluna “Pra que investir?”

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