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QUEM TEM MEDO DO “LULA MAU”?

QUEM TEM MEDO DO “LULA MAU”?

Olá querido leitor/querida leitora! Tudo bem com você? Espero que sim. Por incrível que pareça, já chegamos ao segundo semestre do ano de 2021, e os rumores sobre as próximas eleições majoritárias de 2022 já começam a tomar conta dos cadernos de política e economia. Ainda que muito possa acontecer até o dia do pleito, os nomes que mais despontam para o cargo de presidência da república são do atual ocupante do Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro (sem partido), e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O que isso afeta na sua carteira de investimentos será o tema da nossa coluna de hoje. Você sempre poderá conferir meus escritos anteriores nesse link aqui.

Em recente live, o CIO da casa de research Empiricus, Felipe Miranda, foi indagado sobre quais os  efeitos que uma possível eleição de Lula teriam sobre a economia do país. Para o economista, o candidato do PT representa uma incógnita no que se refere a quais medidas econômicas seriam adotadas no caso de sua vitória: seria um compromisso com a ortodoxia, como visto em seu primeiro mandato, ou seria um flerte com alas mais extremistas da esquerda latino-americana? Cabe ressaltar um ponto muito importante dito pelo CIO na entrevista: o mercado financeiro é apolítico, e não tem paixão pelos espectros da direita ou esquerda. Os indicadores financeiros e da bolsa de valores sobem se as medidas econômicas consideradas corretas forem adotadas, independente do ocupante do Executivo.

Por outro lado, Miranda aponta que um novo mandato Bolsonaro representa uma continuidade, ainda que lenta, das reformas macroeconômicas e liberalizantes vistas nos últimos dois anos e meio. O ímpeto reformista prometido em 2018 com certeza arrefeceu, seja pela pandemia de Covid-19, que exigiu maiores intervenções estatais na economia, seja pelas concessões presidenciais às alas mais fisiológicas de Brasília, as quais não possuem o mesmo compromisso com a cartilha – mais ou menos – liberal do ministro Paulo Guedes.

Voltando à relação dos mercados financeiros com o mundo político, é comum que pequenos investidores se deixem afetar pelas suas preferências partidárias quando tomam decisões de investimento. Um erro que pode ser fatal para o seu dinheiro é ficar entusiasmado com a nova pesquisa de intenção de voto que dá vantagem ao seu candidato e, com isso, aumentar sua parcela de renda variável. Lembre-se que, ao fim e ao cabo, o vai e vem das ações e títulos não se importa com o que você pensa sobre política: se o mercado julga que Lula, Bolsonaro, ou qualquer outro candidato vai melhorar o ambiente de negócios, facilitando a criação de riqueza, os valores mobiliários se valorizam, goste-se ou não. O inverso também é verdadeiro.

Um investidor sábio e que busca riqueza de longo prazo entende que momentos de incerteza aumentam a volatilidade do mercado financeiro. E, na incerteza, o mais prudente a se fazer é não fazer nada: busque diminuir o risco da sua carteira, aumentando suas proteções em renda fixa pós fixada, moeda forte, investimentos no exterior, ouro ou criptoativos. Leve em conta também que investimento não é torcida: se o candidato A ou B promete que 2023 será o ano de renovação, de pujança econômica e de bolsa para cima, lembre-se que políticos não são as pessoas mais famosas por cumprirem suas promessas.

Até a próxima semana!

Henrique Costa

Henrique Costa é engenheiro eletricista formado pela UTFPR – Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Atua no setor industrial e de energias renováveis há cerca de 10 anos. Entusiasta do mundo dos investimentos, aprendeu desde cedo que poupar e investir é um dos melhores caminhos para se atingir os objetivos da vida. No Regra dos Terços é autor da coluna “Pra que investir?”

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