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O PRESENTE É NOSSO MAIOR PRESENTE

O PRESENTE É NOSSO MAIOR PRESENTE

Há alguns anos li um livro muito interessante, recomendação do meu orientador de doutorado em um momento de muita dor. Seu título? “O livro tibetano do viver e do morrer”, escrito pelo budista tibetano Sogyal Rinpoche.

É absurdo o abismo cultural que existe entre o oriente e o ocidente e, sinceramente, me parece que eles estão bem mais preparados para enfrentar as questões profundas que envolvem a vida e a morte.

Desde então, como simpatizante do budismo, passei a estudar livremente sobre isso. De todo o rico aprendizado, viver no presente é o que mais mudou a minha maneira de viver e pensar. E o que parece ser muito simples, na realidade é muito difícil de colocar em prática.

Nós seres humanos projetamos o tempo todo nossa vivência para o futuro ou para o passado. Justificamos nossos atos por coisas que nos aconteceram e estamos sempre preocupados com o que vai acontecer amanhã. Fazemos isso e esquecemos de que o que realmente importa é o hoje, o aqui e o agora, já que o ontem não existe mais e o amanhã nós nem sabemos se virá.

Claro que não podemos viver alienados às coisas que fizemos ou que precisamos fazer para que nosso amanhã seja bom. A grande questão é que não encontramos um equilíbrio, estamos sempre esperando o momento em que quando as coisas forem de uma determinada maneira, quando alcançarmos determinado patamar, quando resolvermos determinado problema, seremos felizes.

Precisamos ser felizes aqui e agora, porque é a única coisa que realmente temos. Não é por acaso que o presente tem esse nome. Se neste momento você está aqui, lendo esse texto, esteja aqui comigo, não esteja aqui pensando onde vai clicar depois, no que vai fazer assim que acabar essa segunda coisa. Quando estiver lavando a louça, realmente lave a louça. Observe a água caindo, sinta sua temperatura, a textura do sabão na sua pele, observe a espuma… Isso também é meditação.

Coisas pequenas como essas mudam a nossa mentalidade pouco a pouco, mas de maneira permanente. E você vai perceber que viver no presente é o melhor que podemos fazer por nós mesmos e por aqueles que amamos. A única certeza que temos: tudo vai passar. E já que vai, aproveite a viagem e a companhia. Eu conto essa experiência em um dos capítulos do meu último livro “Mill Sentidos da Vida”, se quiser lê-lo, você o encontra aqui.

professordabliu

Economista, Doutor em Desenvolvimento Econômico (UFPR/UCL). Atualmente é professor da Fundação de Estudos Sociais do Paraná (FESP) e na Business School da Universidade Positivo (UP). É também avaliador dos cursos de graduação pelo INEP.

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